Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Teixeira, Bruno Casalotti Camillo |
Orientador(a): |
Holzmann, Lorena |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Palavras-chave em Inglês: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/158316
|
Resumo: |
Esta pesquisa tem como objeto a prática de desenvolvimento pessoal e capacitação profissional conhecida como coaching. Traduzido do inglês o coach é o treinador, aquele que conduz o seu coachee (treinando) num determinado processo de aprendizagem. Neste trabalho, busco investigar como o coaching acaba se tornando um tipo específico de treinamento (executivo e gerencial), com suas peculiaridades teóricas e metodológicas. Dessa forma, busco investigar também quais são os fundamentos de sua origem no Brasil, como ele chega a nosso país, e de que forma que ele pode ser conectado ao contexto histórico da reestruturação produtiva. Por isso, a abordagem de nossa investigação é radicada na sociologia do trabalho e na sociologia econômica. A análise aqui registrada buscou compreender também as trajetórias dos profissionais do coaching, os coaches. Para tal, realizamos entrevistas semiestruturadas e em profundidade com coaches de dois pólos dinâmicos da economia brasileira: Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). A nossa abordagem metodológica é qualitativa, formulada para poder abarcar uma análise de conteúdo. A análise comparada entre a absorção do coaching nesses dois pólos permitiu construir recorrências, observar códigos de uma linguagem própria do campo gerencial brasileiro, e aferir correlações entre essa linguagem e novas demandas por disciplinamento para o trabalho. Partiu-se do pressuposto de que realizar uma interpretação sociológica sobre o fenômeno significa, em primeiro lugar, saber encontrar o seu espaço na esteira da reestruturação produtiva neoliberal. E, em segundo lugar, o modo como ele pode ser relacionado a um entendimento mais geral sobre os sistemas integrados de gestão pós-fordistas. Estas pautas colocam na ordem do dia uma discussão sobre a presença da governança corporativa na sociedade brasileira contemporânea. Nesse escopo, coloca-se um papel preponderante nos atores do campo gerencial que, graças às suas qualidades seriam responsáveis por garantir a adesão de todos aos objetivos, e a condução de acordo com os seus imperativos. Assim, metas e objetivos (e o próprio método em si) são referenciados através de princípios de legitimação e princípios de heteronomia. Estes princípios demarcam os limites daquilo que chamamos de “sistema de pensamento” do coaching. |