Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Osorio, Deborah Kotek Selistre |
Orientador(a): |
Souza, Joana Siqueira de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/201413
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Resumo: |
A atenção à saúde em organizações hospitalares é sujeita à variabilidade intrínseca à complexidade do sistema socio-técnico que a envolve, às singularidades de cada paciente e de cada assistência prestada, à dinamicidade do trabalho e da demanda e à diversidade técnica, social, cultural e organizacional. A complexidade do sistema explica em parte a variabilidade nos resultados alcançados. No intuito de compreender a capacidade do conjunto de indicadores adotados por um hospital geral universitário de descrever os aspectos contribuintes da variabilidade observada no tempo médio de internação (TMP) de pacientes clínicos adulto, proxy de custos e de efetividade assistencial, o presente estudo foi desenvolvido. Para tanto, 118 indicadores dos níveis, estratégico, tático e operacional utilizados pelo hospital foram preliminarmente selecionados para análises. Os dados coletados referem-se a três unidades de internação SUS, pelo período compreendido entre janeiro de 2013 e dezembro de 2017, contemplando mais de 30 mil internações. Do conjunto preliminar, 58 indicadores foram selecionados para análise da correlação com TMP, dos quais nove apresentaram correlação estatisticamente significativa, sendo com base neste critério inseridos da regressão múltipla linear através do método backward. A análise individual demonstrou que os dois indicadores mais estreitamente relacionados ao TMP (valor-p = 0,000 para nível de significância em 0,01) são quantidade de ‘altas médicas sem reinternação’ (rs = -,812) e ‘média de altas ocorridas em dias úteis’ (r = -,777), as quais são 2,13 mais frequentes que as realizadas em dias não-úteis. Indicadores clássicos de monitoramento de ocorrência de eventos adversos tais como infecções resultantes da assistência à saúde (IRAS), quedas e lesões por pressão (LPP) não apresentaram correlação significativa para o conjunto de internações do período. Das nove variáveis inseridas no modelo de regressão, cinco apresentaram significância: duas de monitoramento de desfechos – ‘quantidade de transferência para outras subáreas assistenciais’ e ‘altas médicas sem reinternação’ – e três de processos – ‘média de altas ocorridas em dias úteis’, ‘quantidade de medicação dispensada’ e ‘tempo médio transcorrido, em dias, entre solicitação e liberação do laudo’, sendo este último o de menores significância, probabilidade de contribuição para a variância, e beta padronizado. Os resultados obtidos apontam que 90,2% da variância (R2) do TMP pode ser creditada ao modelo de regressão amostral desenvolvido. |