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Visão de cores em pacientes com manifestações clínicas de distúrbio comportamental do sono REM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Tressino, Fernanda Verçoza Lovato
Orientador(a): Schuh, Artur Francisco Schumacher
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/288168
Resumo: Introdução: O entendimento da conexão entre os olhos e o sistema nervoso central contribuem para a compreensão de que doenças do Sistema Nervoso Central (SNC) podem ser detectadas em exames oftalmológicos. Tem sido reportado que a deficiência da visão de cores possa ser um marcador pré-clínico de doença neurodegenerativa, portanto, a possibilidade de identificar esses marcadores oferece uma oportunidade de diagnóstico precoce. Ainda, a alteração na visão para cores foi associada com maior risco de demência em pacientes com doença de Parkinson (DP) e também foi um marcador de neurodegeneração no distúrbio comportamental do sono REM (RBD), considerado como uma manifestação prodrômica da doença. Apesar dessa importância, o impacto da disfunção da visão de cores e outros distúrbios oftalmológicos nos portadores de RBD ainda é pouco estudado. Objetivos: avaliar a presença de alteração na visão de cores em pacientes com RBD, DP e controles. Métodos: trata-se de um estudo observacional do tipo caso-controle, com uma amostra de conveniência de 21 indivíduos com manifestações clínicas de RBD , 14 com DP e 18 controles, oriundos do município de Veranópolis-RS, que foram avaliados através do teste de visão de cores Farnsworth D-15, bem como uma avaliação oftalmológica padrão, questionário sociodemográfico e de qualidade de vida relacionada à visão, no período de dezembro de 2023 a agosto de 2024. Resultados: A avaliação monocular do teste de Farnsworth D-15 entre os grupos evidenciou teste alterado no olho direito em 69,2% de DP, em 55,0% do grupo RBD e em 17,6% dos controles (p = 0,011); e no olho esquerdo o teste alterado ocorreu em 81,8% de DP, 42,9% de RBD e em 16,7% dos controles (p = 0,003). Em uma avaliação binocular a deficiência de cores foi diferente entre os 3 grupos (p = 0,005). Nossos resultados mostraram que a deficiência de cores foi mais comum no grupo com manifestações clínicas de RBD em comparação aos controles, mas menos frequente do que no grupo de pacientes com DP, sugerindo um aumento gradual da condição entre os grupos analisados. Conclusão: A determinação da frequência da deficiência de visão de cores na DP e no grupo com manifestações clínicas de RBD, considerado uma fase prodrômica da DP, pode contribuir para o entendimento desse sinal clínico como um marcador precoce de neurodegeneração. Estes resultados estão em consonância com a literatura existente. A avaliação da visão de cores em idosos mostrou-se uma ferramenta promissora para identificar precocemente indivíduos com risco de desenvolver DP.