Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Pustai, Odalci Jose |
Orientador(a): |
Machado, Carmen Lúcia Bezerra |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/8591
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Resumo: |
No último século, a Medicina Científica Moderna experimentou avanços consideráveis. Mas esse desenvolvimento carrega imanente uma causa cujo efeito é um dilema que apresenta duas tendências principais: 1. De um lado, uma força criadora epistemologicamente cartesiana fragmenta o ser humano, prioriza a tecnologia na ação do médico com um enfoque privilegiado no orgânico, na doença. Essa medicina multiplica as especializações e sub-especializações como conseqüência das fugas tecnológicas para frente e das sucessivas fragmentações do seu objeto original (o ser humano); e, no limite, pode engendrar uma ruptura holonômica entre as partes (fragmentos do corpo) e o todo (o paciente como um ser vivendo em sociedade). 2. De outro lado, está colocada uma prática médica generalista, fundamentada em princípios tais como: o paciente é visto como um ser humano; o paciente é portador de uma história de vida social, cultural e religiosa; o processo saúde-doença é considerado resultante das condições biopsicossociais em que vive o paciente; o paciente tem direito de ser atendido em todas as suas necessidades, com ações curativas, preventivas e reabilitadoras; o médico e o paciente devem se comunicar com mútuo entendimento; o médico trabalha com as necessidades do indivíduo e da comunidade. A principal contribuição da presente tese é construir uma base filosóficoepistemológica para embasar o sub-campo da Medicina Generalista. Orientado por esse objetivo, busquei, em Espinosa, a fundamentação de uma ontologia de ser humano para a medicina, podendo assim afirmar, mediado pelo olho imanente, que existe uma ‘ordem’ de-vida para o médico pensar o paciente. Pelas lentes do olho imanente também é possível fazer uma releitura do sub-campo fragmentário. Assim, a epistemologia cartesiana se transforma no ‘oculus speculum’, conferindo um novo sentido às principais características do referido sub-campo da Medicina Científica Moderna. |