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Tendências na mortalidade por doenças crônicas não-transmissíveis no Brasil : métodos computacionais aplicados aos anos de 1991 a 2010

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Stevens, Antony Peter
Orientador(a): Duncan, Bruce Bartholow
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/115529
Resumo: Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) estão assumindo prioridade crescente mundialmente e a Organização Mundial da Saúde irá estabelecer metas para seu controle até 2025. Objetivos: Desenvolver um sistema computacional de processamento de informação que permita descrever a mortalidade por DCNT no Brasil em 2010 e as tendências no período de 1991 a 2010. Descrever a mortalidade por DCNT no Brasil de acordo com gênero ao longo do período. Métodos: Um conjunto de rotinas Stata foi desenvolvido que organiza a programação dos múltiplos passos necessários. Foram utilizados óbitos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 1991 a 2010. Óbitos por causa mal definida foram redistribuídos entre as demais causas, exceto as causas externas. O número de óbitos foi corrigido de acordo com estimativas para sub-registro. As taxas de mortalidade foram padronizadas por idade, utilizando padrão internacional. Tendências foram avaliadas por modelos de regressão joinpoint. Resultados: Foi desenvolvido um conjunto de rotinas com múltiplas etapas de entrada de informação (número de óbitos, tamanho de populações, códigos de doença, estimativas de cobertura do Sistema de Informação sobre Mortalidade, e pesos da população internacional padrão); foi então gerada uma planilha básica que sumariza essas informações para análises específicas posteriores. (Artigo 1) Foram então analisadas a mortalidade por DCNT e suas tendências entre 1991 e 2010, para homens e mulheres. Em 2010, após as correções para causas mal definidas e subregistro, as DCNT representaram 73,9% das causas de óbito no Brasil, dos quais 80,1% foram atribuídos a doenças cardiovasculares, câncer, doença respiratória ou diabetes. Entre 1991 e 2010, a taxa bruta de mortalidade por DCNT manteve-se estável, apesar do crescente envelhecimento populacional. Em contrapartida, a taxa padronizada por idade caiu em 31%, o equivalente a 1,9% ao ano. De 2005 para cá a redução foi menor, em média de 1,0% ao ano. A probabilidade incondicional de morrer para esses quatro principais grupos de DCNT caiu 31% entre 1991 a 2010, resultados de modelos de regressão joinpoint sugerem um declínio anual de 2,2% entre1993 e 1999; 2,6% entre 1999-2006, e 1,5% entre 2006 e 2010. A mortalidade devido às DCNT e todos seus principais subgrupos exceto diabetes foi sempre maior em homens do que em mulheres. Os declínios em mortalidade por DCNT foram semelhantes no período para ambos os gêneros. (Artigo 2) Conclusão: O sistema de processamento de informação desenvolvido permitiu pronta análise de mortalidade e de tendências para DCNT no Brasil. A mortalidade por DCNT decresceu no Brasil nas últimas duas décadas, especialmente as devidas a doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas. O declínio foi observado para homens e mulheres, mas em anos recentes a taxa de declínio foi menor.