Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Resende, Bruna de Souza [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69345
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Resumo: |
Objetivo: Estimar o excesso de mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) em residentes do Estado de São Paulo durante a pandemia de Covid-19. Métodos: Estudo epidemiológico, descritivo, ecológico com base em dados de rotina provenientes do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Estado de São Paulo. Foi realizada análise comparativa das mortes por DCNT no Estado de São Paulo antes (2017-2019) e durante (2020) a pandemia de Covid-19, considerando as seguintes causas básicas de óbito: Neoplasias; Diabetes Mellitus ; Doenças do Aparelho Circulatório e Doenças do Aparelho Respiratório. O excesso de óbitos foi estimado a partir dos coeficientes de mortalidade, sendo considerada a Razão de Mortalidade Padronizada -Standardized Mortality Ratio- (SMR) (2020 vs 2017-2019), segundo sexo, faixa etária, localização geográfica (estado, município de São Paulo e Departamentos Regionais de Saúde (DRS). As análises foram realizadas no Software Excel 2016 e Geográfico Qgis versão 3.28. Resultados: Entre janeiro e dezembro de 2020 ocorreram 341.704 óbitos no Estado de São Paulo, sendo 186.741 entre homens e 154.963 entre mulheres, o que representou um aumento na mortalidade geral de 19,4% para homens e 15,4 % para mulheres em comparação ao triênio que antecedeu a pandemia. Com relação a mortalidade por DCNT, observou- se redução do número de óbitos por câncer (-2,0%), doenças do aparelho circulatório (-4,8%) e respiratório (-11, 7%) e aumento do número de óbitos por Diabetes Mellitus (25,6%) durante o ano pandêmico. Todos os dezessete DRS apresentaram SMR superior a 1,00 para a mortalidade por Diabetes Mellitus, sendo o maior valor referente a Regional de Barretos (1,59), com excesso de 67 óbitos, e a menor na Regional de Taubaté (1,04), com excesso de 31 óbitos. Conclusão: Os achados do estudo corroboram com a necessidade de criação e o fortalecimento de políticas públicas orientadas para a prevenção e controle das DCNT e seus fatores de risco, bem como a criação de ações estratégicas capazes de mitigar os impactos danosos à saúde das pessoas que vivem com DCNT, de modo que futuras pandemias não venham a impactar no excesso de óbitos por DCNT, em especial das pessoas que vivem com Diabetes Mellitus. |