Sarcopenia e consumo proteico em pacientes com doença de Parkinson

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Brendler, Juliana Heitich
Orientador(a): Olchik, Maira Rozenfeld
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/287650
Resumo: Base teórica: A sarcopenia é um distúrbio comum em pacientes com Doença de Parkinson (DP), associada a piores desfechos como quedas, pior qualidade de vida e mortalidade. As proteínas alimentares interferem na eficácia do tratamento medicamentoso da DP, levando a recomendação de dietas com menor teor proteico. Entretanto, a maior ingestão de proteínas é uma das estratégias de manejo da sarcopenia. A interação entre o consumo proteico e o desenvolvimento de sarcopenia na DP é um assunto ainda não abordado na literatura. Objetivo: Descrever a relação entre sarcopenia e ingestão de proteínas em pacientes com Doença de Parkinson. Métodos: Este estudo transversal incluiu 37 pacientes acompanhados nos ambulatórios de Distúrbios do Movimento e Fono degenerativo do Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre com diagnóstico de DP. Os critérios de exclusão foram a presença de outras doenças neurológicas e/ou comprometimento cognitivo avaliado pelo Montreal Cognitive Assessment (MoCA). Foram coletados dados sociodemográficos e clínicos. A sarcopenia foi avaliada utilizando o questionário SARC-F associado a medida de força de preensão palmar (FPP). O consumo alimentar foi coletado por meio de um registro alimentar de 3 dias não consecutivos, e o estado nutricional foi avaliado pelo Índice de Massa Corporal (IMC), Mini Avaliação Nutricional (MNA-SF) e circunferência da panturrilha (CC). Resultados: A sarcopenia foi identificada em 32,4% (n=12) da amostra. Entre os participantes, 56,8% eram mulheres, com 64,4 ±9,7 anos, e tempo de doença de 11,6 ±6,1 anos. O consumo alimentar apresentou-se similar entre os indivíduos sarcopênicos e não sarcopênicos, no entanto, o consumo de vitaminas B3 (p=0,019) e B12 (p=0,023) foi mais baixo no grupo com sarcopenia. O IMC médio foi de 27,1 ±5,27kg/m². De acordo com a MNA-SF, 45,9% dos indivíduos estavam em risco de desnutrição e a partir da CC, 27% da amostra apresentou baixa massa muscular. No geral, o consumo alimentar se mostrou inadequado em comparação às recomendações para população, com alto consumo de carboidratos e baixo de proteínas, vitamina D e vitaminas do complexo B. Conclusão: A ingestão proteica foi semelhante entre os grupos sarcopênicos e não sarcopênicos. O consumo alimentar não foi diretamente associado à presença de sarcopenia em pacientes com DP, sugerindo que outros fatores podem contribuir para a sarcopenia nessa população.