Estudo hidrogeoquímico das águas subterrâneas do Aquífero Serra Geral e sua relação com aquíferos sedimentares no Rio Grande do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Teixeira, Guilherme Vargas
Orientador(a): Conceição, Rommulo Vieira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/223284
Resumo: O Sistema Aquífero Serra Geral (SASG) é importante na exploração de água subterrânea no norte do Rio Grande do Sul. Ele é limitado por unidades sedimentares localizadas abaixo como Sistema Aquífero Guarani, Rio Bonito e Irati. Todos eles contribuem para salinizar o SASG por meio de falhas que atravessam estas unidades e que foram geradas no embasamento e reativadas durante a história evolutiva da Bacia do Paraná. Objetivos deste estudo são: 1) Identificar as direções preferenciais de fluxo para cada uma das variáveis de interesse por meio de modelos variográficos e de simulações geoestatísticas em cada uma das zonas. 2) Identificar a probabilidade de ocorrência de amostras simuladas e o quanto as falhas contribuem para gerar incertezas quanto aos valores simulados que não constam na malha amostral. 3) Descrever quais as falhas que contribuem mais para valores altos de salinidade e que são verificáveis através da simulação de elementos abundantes em unidades profundas como Irati e Rio Bonito e que são muito baixos no SASG e Identificar quais os comprimentos que mais influenciam nesta ascensão, se os grandes (maiores que 5 Km), ou os menores (< 5 Km). 4) Analisar a relação entre os lineamentos menores com as grandes falhas e o quanto eles interferem na diminuição das cotas potenciométricas de SASG e SAG. 5) Usar as cotas potenciométricas do SASG e do SAG e as cotas de captação dos poços do SASG para determinar os locais onde existe comunicação entre estes dois sistemas aquíferos, locais de fluxo descendente do SASG em relação ao SAG, de fluxo ascendente do SAG em relação ao SASG e onde não existe qualquer comunicação entre eles. Método: utilizados o traçamento de lineamentos em imagem de satélite e o método de K-means. Todos os altos valores de salinidade coincidem com as áreas em que ocorre a comunicação entre os sistemas aqüíferos. A simulação é útil para determinar as direções de anisotropia do fenômeno geológico de salinização do SASG pelo SAG e pré-SAG. A área foi dividida em 5 zonas com base em critério hidroquímico bem definido. Resultados: evidenciado que as grandes falhas impactam os níveis potenciométricos do SAG e do SASG eque a densidade das estruturas menores associadas às estruturas maiores permite esta ascensão de águas salinizadas de aquíferos profundos até o SASG. Os grupos gerados pelo método de K-means e dendrograma pela distância de Pearson mostrou que existem trêsgrandes grupos de águas subterrâneas. 1) restrito ao Serra Geral, com valores intermediários de cálcio e magnésio e baixo de alcalinidade; 2) intermediário, com valores altos de cálcio e magnésio e intermediário de alcalinidade com e sem sulfato e cloro; 3) rico em sódio, alcalinidade e eventualmente cloro e sulfato. Conclusão: o Serra Geral é heterogêneo hidroquimicamente e estruturalmente. As falhas menores estão associadas as maiores para permitir a salinidade, que precisa de potenciometria favorável e a presença de grandes falhas que atravessem diversas unidades aquíferas na área.