Aprendendo a ser aprendente : novos modos de ser aluno na contemporaneidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Schnorr, Aline Silveira de Lima
Orientador(a): Traversini, Clarice Salete
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/56398
Resumo: A pesquisa tem como objetivo analisar as principais mudanças que vêm ocorrendo nos modos de ser aluno na contemporaneidade, mostrando como estes se constituem aprendentes frente à chamada “Sociedade da Aprendizagem”. Para isso, utilizei como instrumentos de pesquisa entrevistas e questões narrativas, para uma classe de vinte alunos e um Diário de Campo nas turmas onde exercia a docência, em uma escola privada de Novo Hamburgo/RS. A partir das análises dos dados foi possível condensar as recorrências em três Eixos Temáticos e tecer as seguintes considerações. No primeiro Eixo – O Aprendente Escolar da Infância e as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) – observei que os alunos mantêm contato intenso com diversas TICs, conformando modos de subjetivação desses novos sujeitos, alunos caracterizados pelas ações multi-tarefas. O tema de casa se mostrou mais uma atividade sem conotação desafiadora e o ato de estudar em casa, nos moldes tradicionais, não faz parte de seus afazeres extra-escolares. No segundo Eixo – Os Saberes Escolares e o Currículo Cultural – percebi que os alunos, ao narrarem seus aprendizados e fazeres na escola, remetem-se prioritariamente aos conteúdos escolares, fazendo poucas relações com outros mundos onde circulam. Há um significativo espaço ocupado pelo Currículo Cultural, e, por conseguinte, na constituição do sujeito aprendente da infância. E, no terceiro Eixo – O Aprendente da Infância, O Currículo Cultural e as Tecnologias da Informação e Comunicação – mostrei a escola fora do foco principal para a busca do conhecimento, mas como lugar qualificado para o aluno aprender como ser aprendente por toda a vida. Por fim, a pesquisa possibilitou concluir que as crianças estão aprendendo a aprender por toda a vida. É como se houvesse um “antigo educando” e um “novo aprendente”: Antes, um sujeito educado para ser educável; agora, um sujeito educado para aprender, entretanto, ambos permanecem co-existindo atualmente.