Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Bueno, Maria Angélica de Moura |
Orientador(a): |
Mendes, Jussara Maria Rosa |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/189022
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Resumo: |
A natureza qualitativa deste estudo foi analisar o processo de retorno ao trabalho dos servidores públicos federais após longos períodos de afastamentos (acima de 120 dias) decorrentes de Licença para Tratamento de Saúde (LTS) para verificar repercussões na saúde mental destes servidores com a finalidade de contribuir para o conhecimento de um sofrimento tornado invisível. A inscrição de pesquisa se deu em dois momentos de percurso com os participantes trabalhadores nesta condição de ausência laboral. A realização de Entrevistas Narrativas individuais, em profundidade, com roteiro de questões semiabertas iniciais relativas à temática de retorno ao trabalho pós concessão de licença para tratamento de saúde (LTS) como etapa inicial de interlocução. A fonte é constituída por 6 participantes de duas instituições hospitalares, sendo a primeira no Brasil e pelo intercâmbio doutoral em Portugal, ocorreu Estágio de Observação Participante, cujo conteúdo foi submetido Análise Temática e recurso à aplicação informática Nvivo11. No Estágio em Portugal, obteve-se o fornecimento de dados em que se detectou aumento da concessão de licenças em saúde tomando como base três anos consecutivos, 2014 a 2016, período de consolidação do serviço de atendimento à saúde aos funcionários, composto desde controle epidemiológico ao acolhimento deste público pela equipe de saúde e segurança no trabalho. Desde 2012 em registros de afastamentos ao trabalho, revelou-se predominância de classificação de doenças músculo-esqueléticas e psiquiátricas, sem conexão com as condições laborais vigentes. No ano foco da pesquisa, janeiro a junho de 2016, foram 326 licenças de saúde concedidas, representando 5,29% dentro da universidade e um percentual de 8,91% de afastamentos ao trabalho do efetivo funcional institucional de técnicos administrativos existentes Pela Análise Temática resultaram implicação institucional como principal noção de precariedade no trabalho e suas normativas de gestão aos conflitos interpessoais e pressões por produtividade antes e após a concessão do afastamento laboral. Se ser saudável não significa apenas estar livre de doenças, relaciona-se com uma constante possibilidade de refazer-se como sujeito nas condições ambientais e psicossociais. Os resultados deste estudo e pesquisa trazem como resultado essencial a implicação institucional na manutenção do adoecimento após longos períodos de afastamento do trabalho, convergências sociais não serem aprofundadas e nem esclarecidas de imediato. Assinalamos a da cronicidade instalada, estigma social no seu entorno, conhecimento deficitário de todo o quadro de saúde no trabalho como o da organização e gestão organizacional, relações interpessoais e condições laborais. Tais itens em conjunto, em conexão, em interação, mediante nossa investigação, nos deixam entrever a problematização do Poder norteador das relações. Concluímos que a incidência de afastamentos oculta incertezas laborais, paradoxo da condição de ser e estar adoecido como Paciente, enrustido em debates contínuos de existência nas experiências de vida do trabalhador. As narrativas viabilizam o que denominamos de saúde como verso e anverso institucional, isto é, a saúde compreendida como processo potente dinâmico e ao mesmo tempo exposição de formas diversificadas, múltiplas de adoecimento. Objetiva incidir em perspectivas positivas de construção de políticas públicas de atenção à saúde mental do trabalhador. |