Comparação dos resultados cefalométricos obtidos com cirurgia ortognática e tratamento compensatório em pacientes classe III

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Angheben, Christian Zamberlan
Orientador(a): Graudenz, Márcia Silveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/179072
Resumo: Objetivo: Comparar os resultados cefalométricos obtidos com tratamentos compensatórios e tratamentos orto-cirúrgicos para pacientes que apresentam Classe III esquelética. Metodologia: Foram selecionadas de forma retrospectiva telerradiografias iniciais e finais de 97 pacientes Classe III esquelética. Os critérios de inclusão foram: dentição permanente completa até primeiros molares, relação molar de Classe III, ausência de extrações dentárias durante o tratamento, ausência de problemas periodontais severos, Wits menor que -2mm, telerradiografia em normalateral iniciais e finais, fotografias intra e extra-bucais iniciais e modelos de gesso iniciais. Os pacientes foram divididos em 3 grupos. Grupo C: pacientes que foram submetidos ao tratamento ortodôntico associado à cirurgia ortognática (uni ou bimaxilar) totalizando 30 pacientes (idade média inicial 25,07 [22,90-25,56]). Grupo R pacientes que foram submetidos ao tratamento ortodôntico compensatório usando a prescrição Roth totalizando 30 pacientes (idade média inicial 16,22 [15,68-23,90]). Grupo B pacientes que foram submetidos ao tratamento ortodôntico compensatório usando a prescrição Biofuncional para Classe III totalizando 37 pacientes (idade média inicial 19,97 [18,53–24,68]). A severidade da Classe III foi determinada pela relação posterior e dividida em ¼, ½, ¾ e completa. Todas as telerradiografias foram digitalizadas e seus traçados foram realizados pelo mesmo examinador no software Dolphin (Dolphin Imaging Versão 11.9). As variáveis estudadas foram divididas em grupos: Alterações Maxilares, Mandibulares, Maxilo-Mandibulares, Convexidade Facial, Padrão Facial, Posição dos dentes superiores, Posição dos dentes inferiores e Perfil Tegumentar. A análise estatística foi realizada utilizando o software SPSS, versão 18.0. [SPSS Inc. lançado 2009. PASW Statistics for Windows, Versão 18.0. Chicago: SPSS Inc.]. As variáveis contínuas simétricas foram expressas como média e erro padrão da média (± SEM) ou mediana e intervalo de confiança de 95% ([IC 95%]), definido pelo teste de Shapiro-Wilk. As variáveis categóricas foram descritas por frequências absolutas (n) e relativas (n%). Para comparação de meios entre grupos independentes, foi aplicada uma Análise de Variância Unidireccional (ANOVA) com teste post hoc de Tukey ou teste de Kruskal-Wallis com teste post hoc Dunn. Além disso, o teste de classificação assinado por Wilcoxon foi usado para dados emparelhados (por exemplo, medições pré e pós-tratamento). Por outro lado, as variáveis categóricas foram comparadas intragrupo pelo teste do Qui-Quadrado com análise residual ajustada padronizada. Todos os dados foram avaliados usando o SPSS, versão 18.0. O nível de significância foi fixado em 5%.Resultados: O grupo C apresentou uma severidade maior do 8 que os demais grupos tendo 73,3% dos pacientes com uma Classe III severa (3/4 e completa). Houve um avanço do ponto A (projeção da maxila) nos Grupos B e C e um recuo do mesmo no Grupo R. Já na mandíbula, apenas o Grupo C apresentou um recuo estatisticamente significativo. Os três grupos apresentaram uma melhora na relação Wits estatisticamente significativa. Contudo, apenas os grupos C e B apresentaram uma melhora significativa nas medidas ANB e NAP, mostrando que nestes grupos houve uma melhora no perfil dos pacientes. Em relação ao posicionamento dentário, o Grupo R apresentou uma vestibuloversão, extrusão e projeção dos incisivos superiores e uma linguoversão, retrusão e extrusão dos incisivos inferiores. Já o grupo Biofuncional apenas apresentou uma extrusão dos incisivos superiores e inferiores, sem alteração em relação à inclinação. O Grupo C apresentou uma descompensação com vestibuloversão dos incisivos inferiores e palatoversão dos incisivos superiores. Nos grupos C e B, os lábios superiores foram posicionados mais para anterior e os lábios inferiores mais para posterior, melhorando o perfil tegumentar. Já no grupo R, o lábio superior foi posicionado mais para posterior, deixando o perfil tegumentar mais côncavo. Conclusões: O grupo C e B apresentaram um avanço da maxila (Ponto A) semelhantes, enquanto que o Grupo R mostrou um recuo da mesma. Alterações mandibulares só ocorreram no grupo C. Houve uma melhora na convexidade facial e pefil tegumentar nos grupos C e B e houve uma piora no grupo R. O Grupo R apresentou maiores características de compensação dentária do que o grupo B, sendo que este último apresentou os melhores resultados quando opta-se pela camuflagem ortodôntica. Quando existe envolvimento de ambas as bases ósseas (maxila e mandíbula), o melhor tratamento é a associação de tratamento ortodôntico e cirurgia ortognática. Quando o envolvimento é apenas da maxila, o tratamento com a prescrição Biofuncional apresenta resultados semelhantes ao tratamento com ortodontia e cirurgia. A prescrição Biofuncional apresenta resultados de camuflagem melhores do que a prescrição Roth em todas as situações.