Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Borstmann, Renata da Silveira |
Orientador(a): |
Amador, Fernanda Spanier |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/213155
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Resumo: |
A presente pesquisa apresenta uma problemática no âmbito das clínicas do trabalho, em especial as que tomam o trabalho como atividade (CLOT, 2010; SCHWARTZ, 2007), analisando a experiência do trabalho com técnicos e técnicas de enfermagem de um bloco cirúrgico, com um olhar atento para a especificidade da performatividade do gênero (JUDITH BUTLER, 2003) por entre esta experiência. Considerando a especificidade desse setor, em que o paciente se torna “vulnerável” e a mercê da manipulação cirúrgica, questionamo-nos como se dão as microgestões no trabalho e os processos de decisões ante as infidelidades do meio discutindo como ocorre a produção generificada dos trabalhadores e trabalhadoras pela experiência do trabalho como atividade. Transitamos pelo pensamento de Yves Clot, Yves Schwartz e Judith Butler, dos quais nos valemos das duas dimensões performativas assim tratadas nesta dissertação, de atividade e de gênero. Abordamos, também, as formulações de Annemarie Mol a respeito de performatividade e materialidade dos corpos. Para tanto, produzimos um percurso transverso, do ponto de vista do método, por entre Clínica da Atividade, Pistas do método Cartográfico e Praxiografia. A análise dos materiais produzidos aponta para dois eixos referentes à atividade de trabalho no bloco cirúrgico: o primeiro refere-se aos esforços de renormatizações dos técnicos e técnicas de enfermagem ao fazerem usos de si (SCHWARTZ, 2007) diante das prescrições no trabalho na gestão do cuidado de modo generificado; e o segundo discute a produção do gênero profissional e estilo (CLOT, 2010) atravessado pela produção do gênero, dedicando-nos a discutir as estratégias coletivas de produção do cuidado adotadas pelos trabalhadores e trabalhadoras. A partir dessa pesquisa, apontamos a importância de produzir estudos relativos à produção do gênero em meio aos processos operativos do trabalho. |