Desenvolvimento de modelo animal suíno para estudo da Barreira antirrefluxo : validação da técnica da pressão e volume de vazão gástricos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Duarte, Marcos Eugênio Soares
Orientador(a): Barros, Sergio Gabriel Silva de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/88336
Resumo: Introdução: O complexo anatômico-funcional localizado na junção esôfagogástrica é uma barreira ao refluxo gastresofágico. A pressão e o volume intragástricos necessário para vencer essa barreira são denominados Pressão de Vazão Gástrica e Volume de Vazão Gástrico e são utilizados em modelos animais para medir a sua competência, entretanto, a sua validação ainda não foi determinada. Objetivos: Desenvolver um modelo experimental suíno e validar a pressão e o volume intragástricos para estudo da barreira antirrefluxo. Métodos: Suínos da raça Large White com 8 semanas de vida, do sexo feminino foram utilizados neste experimento. Após a anestesia dos animais, foi realizada a manometria esofágica e um cateter de pHmetria posicionado 5 cm acima do esfíncter esofágico inferior. Uma sonda Foley de três vias foi introduzida no estômago através de gastrostomia e o duodeno obliterado através de um laço com gaze úmida. HCL (0,1N) foi infundido lentamente no estômago e medidos a pressão e o volume intragástricos, em tempo real em sistema digital. A pressão e o volume intragástricos no momento da queda abrupta do pH esofágico (pH< 3) foram definidas como Pressão de Vazão Gástrica (PVG) e Volume de Vazão Gástrico (VVG). Após o experimento, a sonda Foley foi retirada, o duodeno liberado e a gastrostomia ocluida com pontos cirúrgicos. Os animais foram mantidos em local apropriado até a repetição dos experimentos sete dias após. Resultados: Dez animais (peso médio = 20 Kg) foram estudados. Os valores médios (± DP) nos dias 0 e 7 foram, respectivamente: PVG 7,66 ± 3,02 versus 7,07 ± 3,54 (p =0,510 teste t de student e 0,557 para o teste exato de Wilcoxon) e VVG 636,70 ± 216.74 versus 608,30 ± 276,66; (p =0,771 teste t de Student e 0,846 para teste de Wilcoxon) não apresentaram diferença estatística significativa. Entretanto, quando aplicado o Coeficiente de Correlação de Concordância a reprodutibilidade foi significativa apenas para a PVG (CCC de 0,648), mas não para a VVG (CCC de 0,27). Conclusão: O modelo animal desenvolvido identifica reprodutibilidade para a PVG, mas não para a VVG. A PVG pode ser utilizada com confiança para o estudo da barreira anti-refluxo.