Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Arus, Bernardo Caetano Assein |
Orientador(a): |
Souza, Diogo Onofre Gomes de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/193663
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Resumo: |
A obesidade resulta de um desequilíbrio entre o consumo e o gasto energético, e está a associada a diversas comorbidades, como doenças cardiovasculares, hipertensão, e resistência à insulina e diabete tipo 2. A leptina é um hormônio produzido pelos adipócitos no tecido que atua principalmente em núcleos hipotalâmicos para reduzir o consumo e estimular o gasto de energia. Um exemplo de mecanismo de resposta à sinalização da leptina é a ativação do sistema nervoso simpático com a consequente liberação de catecolaminas, como a norepinefrina. O estado de obesidade induz inflamação crônica no tecido adiposo, o qual compreende diversos outros tipos celulares além dos adipócitos. Assim, o controle da homeostase energética depende do mecanismo coordenado entre diversos sistemas no tecido adiposo, como o sistema nervoso e o inflamatório. Apesar da ação da leptina no cérebro ser bastante estudada, relatos recentes têm reportado a presença do seu receptor, LepR, em células de órgãos periféricos. Esta dissertação apresenta, por meio de microscopia confocal e imageamento óptico 3D, células que expressam o receptor de leptina no entorno das fibras nervosas que inervam o tecido adiposo subcutâneo, bem como em gânglios simpáticos. Considerando a localização destas células ao redor das fibras nervosas, hipotetizou-se que estas constituiriam a camada perineural dos nervos, o que foi comprovado por microscopia eletrônica de transmissão. As células LepR organizam-se em camadas e apresentam morfologia achatada e alongada, com inúmeras cavéolas, características típicas das células perineurais. Em consonância com estes resultados, o sequenciamento de RNA de células LepR separadas de gânglios simpáticos indicaram a expressão de marcadores de células do perineuro, bem como de algumas citocinas inflamatórias, como a Interleucina-33. É importante notar que, além do receptor da leptina, estas células também expressam o receptor adrenérgico β2, o qual possui implicação na obesidade. Estudos ex vivo buscaram investigar o papel funcional das células perineurais LepR no contexto da inflamação, em resposta a leptina e norepinefrina. Além disso, foi observado o padrão de resposta a estes estímulos por meio de imageamento dos níveis intracelulares de cálcio. Este trabalho, portanto, traz a descrição e caracterização de células perineurais que expressam o LepR no tecido adiposo e em outros tecidos relevantes associados ao sistema nervoso periférico, e explora a sua funcionalidade no contexto da inflamação, que está intimamente associada a problemas de obesidade. |