Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Soares, Shamália Gayl De Sousa |
Orientador(a): |
Avila, Arthur Lima de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/235577
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Resumo: |
A Trilogia Millennium ocupa lugar importante entre os romances policiais contemporâneos. Não apenas por tornar-se divisor de águas na trajetória do gênero, mas por revelar-se fonte e fato históricos. Escrita pelo jornalista sueco Stieg Larsson e transposta para o cinema sob as direções de Niels Oplev e Daniel Alfredsson, oferece imagens de violências na virada do terceiro milênio: contra mulheres, autoritarismo, tráfico de pessoas, invasão de privacidade, corrupção no mercado financeiro e abusos de poder no âmbito do Estado. O vetor do romance é o contexto histórico neoliberal, praticado e aperfeiçoado após a Segunda Guerra Mundial e que levou à desdemocracia. Longe de simples entretenimento (ainda que imagens do real), livros e filmes atuam como denúncia das violências (provendo funcionalidade às imagens) e constituem ferramentas de orientação (permitindo a mobilização dos saberes pelo público). Por uma forja plástica e elástica da figura violência (que permite imaginar, ver e sentir), seus autores construíram um visual imagético que pode deslocalizar o olhar de leitores/espectadores em direção oposta ao que, em geral, se espera da exposição excessiva de violências. Como resultado, tal imersão visual pode ensejar adesão à não-violência. Nisto, a Trilogia é propedêutica em relação ao passado prático. |