Trilogia Millennium : histórias de violências e resistências (2003 – 2011) pelas lentes do romance histórico policial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Soares, Shamália Gayl De Sousa
Orientador(a): Avila, Arthur Lima de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/235577
Resumo: A Trilogia Millennium ocupa lugar importante entre os romances policiais contemporâneos. Não apenas por tornar-se divisor de águas na trajetória do gênero, mas por revelar-se fonte e fato históricos. Escrita pelo jornalista sueco Stieg Larsson e transposta para o cinema sob as direções de Niels Oplev e Daniel Alfredsson, oferece imagens de violências na virada do terceiro milênio: contra mulheres, autoritarismo, tráfico de pessoas, invasão de privacidade, corrupção no mercado financeiro e abusos de poder no âmbito do Estado. O vetor do romance é o contexto histórico neoliberal, praticado e aperfeiçoado após a Segunda Guerra Mundial e que levou à desdemocracia. Longe de simples entretenimento (ainda que imagens do real), livros e filmes atuam como denúncia das violências (provendo funcionalidade às imagens) e constituem ferramentas de orientação (permitindo a mobilização dos saberes pelo público). Por uma forja plástica e elástica da figura violência (que permite imaginar, ver e sentir), seus autores construíram um visual imagético que pode deslocalizar o olhar de leitores/espectadores em direção oposta ao que, em geral, se espera da exposição excessiva de violências. Como resultado, tal imersão visual pode ensejar adesão à não-violência. Nisto, a Trilogia é propedêutica em relação ao passado prático.