Corporeidades insurgentes : um ensaio sobra as (im)possibilidades da vida em um tempo de ciborgues

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Amorim, Alexandre Sobral Loureiro
Orientador(a): Ceccim, Ricardo Burg
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/115620
Resumo: Este ensaio traça um percurso textual inusitado para estudar a saúde. Pesquisaexperimento que acopla o conto de ficção científica “A Formiga Elétrica”, de Philip K. Dick, às (des)construções poéticas do Corpo-sem-Orgãos, de Antonin Artaud, e visa a ofertar caminhos possíveis ao pensamento, aportando - para o campo dos estudos científicos da saúde - provocações sobre o corpociborgue. Com a ficção-cietífica apreendeu-se que, após tornar o corpo máquina, insurge um potente desejo de retorno, pois o andróide (vir-a-ser do ciborgue) luta - após atingir sua perfeição como máquina - para conquistar a vida e suas sensações (memórias, inscrições, riscos). Esta experimentação buscou produzir acontecimentos (geradores de linhas de fuga) para pensar os movimentos de corpos (im)possíveis que se rebelam contra sua ciborguização para que a vida possa escapar: rasgos nos territórios da terapêutica, da cura e da reabilitação; deslocamentos de realidade; imaginação; subversão da norma e desconstrução do controle sobre o corpo; fabulação de corpos-humanos-outros na saúde coletiva. Corpo-sem-Órgãos para outras clínicas (im)possíveis, produção de um cuidado que afirme a vida. Margens (riscadas a giz) para corporeidades insurgentes.