Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Leão, Lívia Caetano da Silva |
Orientador(a): |
Lopes, Rita de Cassia Sobreira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/62101
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Resumo: |
O presente estudo buscou investigar a experiência de tornar-se mãe de um bebê prematuro na adolescência, em particular, a relação que a mãe adolescente estabelece com o bebê prematuro, durante a internação hospitalar do bebê. Participaram quatro mães adolescentes entre 17 e 18 anos de idade, que tiveram seus bebês prematuros em dois hospitais públicos de Porto Alegre, as quais foram entrevistadas em três momentos da internação do bebê na UTI Neonatal (aproximadamente no 15º dia de vida do bebê, uma semana após este contato e no momento de pré-alta hospitalar do bebê). Os resultados apontaram para um somatório de crises concomitantes como a adolescência, a maternidade e a prematuridade, o que representou um impacto importante neste momento de transição para as adolescentes. Para algumas mães foi possível recuperar-se do choque inicial causado pelo nascimento prematuro de seu bebê, fato relacionado à variação no grau de desenvolvimento individual e nos modos de funcionamento psíquico de cada uma. Além disso, aspectos típicos do funcionamento adolescente mostraram-se evidenciados, mesmo com a exigência de que as mães interrompessem seu processo de adolescer para cuidar do bebê na UTI Neo. Assim também, notou-se que há diferentes tempos que marcaram esta transição para a maternidade: o tempo da UTI, o tempo do bebê e o tempo da adolescente, muito distintos e com características próprias. Outros estudos devem ser realizados nesta temática específica, uma vez que não se conhece os efeitos a médio e longo prazo deste tipo de transição para a maternidade para a mãe e para o bebê. Espera-se que este estudo possa contribuir para se considerar as especificidades do momento da adolescência no contexto da UTI Neo. |