Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Santos, Deise Francelle dos |
Orientador(a): |
Fraga, Alex Branco |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/151419
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Resumo: |
Esta dissertação tem por objetivo compreender de que maneira os estudantes de graduação em Educação Física relatam suas experiências com a clausura durante o estágio em saúde mental no Hospital Psiquiátrico São Pedro (HPSP). Fundamentase nos aportes teóricos produzidos a partir do movimento em prol da da Luta Antimanicomial e da Reforma Psiquiátrica, bem como busca inspiração analítica nos princípios da desinstitucionalização da loucura. A pesquisa é de corte qualitativo com metodologia centrada na análise documental proposta por André Cellard (2008; 2012) e incrementada pelo relato da experiência da própria pesquisadora in loco. A operacionalização da investigação contou com duas etapas desenvolvidas entre os meses de outubro de 2015 e abril de 2016. A primeira, refere-se à experiência de dois meses ininterruptos da pesquisadora no estágio de familiarização dentro dos serviços de saúde mental oferecidos pelo Hospital Psiquiátrico São Pedro. A segunda, emerge da análise documental sobre os relatórios de estágio em saúde mental dos estudantes de Educação Física que realizaram seus estágios nesta mesma instituição. A partir da análise dos relatos, foi possível notar que o estágio em saúde mental foi tratado mais na perspectiva de cumprimento de uma demanda de familiarização com o HPSP do que de um movimento de estranhamento à manutenção do controle e confinamento dos sujeitos nos dias de hoje. Pelo que pude perceber nas entrelinhas dos relatos, os estagiários veem a Educação Física mais como uma ferramenta de contenção, presa às demandas orgânicas do cuidado, do que um espaço para reflexões sobre os serviços substitutivos e a aposta na reinserção social do sujeito. Em conclusão, penso que para aprofundar os efeitos da Reforma Psiquiátrica é preciso também pôr em marcha um movimento "antiestágio- manicomial". |