Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Martins, Carla Correa |
Orientador(a): |
Bakos, Renato Marchiori |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/179023
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Resumo: |
Base teórica: A doença de Bowen (DB) é prevalente em indivíduos com mais de 60 anos, usualmente em áreas foto expostas. A terapia fotodinâmica (TFD) é uma terapia eficiente no tratamento da DB, porém com significativos efeitos colaterais. A terapia fotodinâmica com luz do dia (TFDd) mostrou ter maior tolerabilidade, no entanto nenhum ensaio clínico avaliou esta terapia no tratamento da DB. Objetivos: O objetivo deste estudo clínico prospectivo foi avaliar a eficácia da TFDd em promover uma resposta clínica completa após 3 meses de tratamento da DB. Métodos: Dezenove pacientes com um total de 24 lesões de DB receberam um ciclo de TFDd com Aminolevulinato de metila (MAL), consistindo em duas sessões com 1 semana de intervalo. O protocolo de tratamento consistiu em aplicação de filtro solar, preparação de lesões e, em seguida, aplicação do creme de MAL. Os pacientes iniciaram a exposição à luz do dia em 30 minutos e completaram 2 horas de tratamento. A melhora completa foi analisada clinicamente, assim como os feitos colaterais. A tolerância dos pacientes também foi investigada. Comparações entre as diferentes proporções de resposta e fatores clínicos e climáticos também foi realizada. Resultados: No seguimento de 3 meses, 6 (25%) das lesões apresentaram resposta clínica completa, 8 (33%) apresentaram resposta parcial > 75%, e 4 (17%) não responderam. O tratamento foi indolor para 79,2% (n = 19) pacientes, com a mediana do escore visual de dor de 0 (intervalo de 0 a 3). A reação cutânea mais comumente relatada após o tratamento foi a vermelhidão e surgimento de crostas. Lesões nos membros superiores apresentaram melhor resposta (5/5 tiveram resposta >75%) e lesões do tronco tiveram pior resposta (5/5 tiveram resposta <75%). A maioria dos pacientes (95.6%) não se sentiu desconfortável com o tratamento, e 4.3% referiram apenas leve desconforto. Conclusões: o estudo mostrou que o TFDd pode ser uma alternativa ao tratamento de DB, permitindo uma resposta completa ou reduzindo seu tamanho em uma grande proporção dos pacientes após 3 meses. |