Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Lourenço, Gisleine Verlang |
Orientador(a): |
Passos, Eduardo Pandolfi |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/25127
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Resumo: |
Introdução: O desenvolvimento de técnicas de Reprodução Assistida, que consistem em todos os tipos de tratamento que incluem a manipulação in vitro (no laboratório) em alguma fase do processo, de gametas masculinos (espermatozóides), femininos (oócitos) ou embriões, tem favorecido com que casais inférteis tenham a possibilidade de alcançar a gravidez. Estas técnicas permitem a doação de óvulos, doação de sêmen, adoção de embriões ou útero de substituição, o que na prática, favoreceu o surgimento de novas formas de parentalidade e conjugalidade (paternidade homoparental, famílias uniparentais, produção independente, filho de Reprodução Assistida). Objetivo: verificar em uma amostra brasileira a freqüência e fatores implicados na intenção de revelar ou não revelar à criança acerca da maneira como foi gerada, ou seja, através de uma das técnicas de Reprodução Assistida. Método: estudo transversal, desenvolvido no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Clínica particular (SEGIR) Serviço de Ecografia, Genética e Reprodução Humana, em Porto Alegre e Centro de Reprodução Humana (FERTIVITRO) em São Paulo. Aceitaram participar do estudo 37 mães e 28 pais que responderam a um questionário semi-estruturado. Resultados: 96,8% desta amostra brasileira de famílias homólogas têm a intenção de revelar acerca do método utilizado, resultado diametralmente oposto de estudos internacionais. Além disto, obtivemos respostas mais elaboradas ao explorar os aspectos qualitativos. Vimos que o estigma da infertilidade é um mecanismo não resolvido e pode ser um importante fator que poderá influir posteriormente na decisão de contar ou não contar. Considerações finais: Os resultados são opostos de todos os estudos internacionais e necessitam de novos estudos para avaliar tal discrepância. O estigma da infertilidade ainda é um tema que necessita ser melhor abordado no caso de uso de métodos de Reprodução Assistida. Além disto, a equipe envolvida no acompanhamento destes casais deve estar atenta para esta temática, na medida em que estas famílias tendem a sobrepor o discurso da tecnologia em relação ao vinculo pais e filhos e as ansiedades decorrentes da expectativa de ser pai e mãe. |