Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Mallmann, Mateus |
Orientador(a): |
Portugal, Marcelo Savino |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/220395
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Resumo: |
Baseado em Aragón e Portugal (2009), essa dissertação se propõe a construir um modelo Markov-switching autorregressivo (MS-AR) que consiga mensurar os parâmetros que medem a relação da política monetária com o lado real da economia brasileira desde a implantação do Plano Real até o segundo trimestre de 2019. O objetivo é averiguar se as correspondências entre as variáveis monetárias e o produto se modificaram nesse ínterim. A preocupação maior trata de investigar a possibilidade de ter ocorrido alguma mudança expressiva a partir da crise de 2014-16, que fez com que os estíımulos monetários parecessem inócuos. A inovação desse trabalho com relação a seus pares é considerar a existência de um terceiro regime (recessão profunda), motivado pela crise do subprime e pela recessão de 2014-16. Os principais resultados extraídos do modelos MS-AR foram de que (a) choques monetários estimulativos são eficazes em recessão suave; (b) choques monetários restritivos podem ter o impacto de reduzir o crescimento em regimes de expansão; (c) há simetria em relação a choques monetários inesperados contracíclicos; (d) choques monetários restritivos e expansivos são simétricos em cada um dos regimes considerados. Além disso, a propagação dos choques é diferente em regimes de expansão, recessão suave e recessão profunda. Em especial, o modelo indicou que na recessão de 2014-16 os choques monetários contracíclicos não surtiram efeito na recuperação da economia. A razão para isso ter ocorrido parece ser o desarranjo monetário e fiscal provocado pela Nova Matriz Econômica. |