Motivação materna na escolha de tratamento para seu filho com transtorno do espectro autista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Silva, Luciana Coltri e
Orientador(a): Paula, Cristiane Silvestre de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
TEA
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/28896
Resumo: O Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um transtorno do neurodesenvolvimento, que compromete diferentes áreas do desenvolvimento global do indivíduo. Como não existe uma diretriz clara porque há muitos tipos de intervenção, é um desafio para as famílias fazerem escolhas. Os objetivos do estudo foram: (1) caracterizar o uso de serviços das crianças com TEA, entre 6 e 12 anos; (2) verificar se o conhecimento sobre os TEA, a percepção sobre o transtorno e as condições sociodemográficas familiares afetam a tomada de decisão das mães na escolha de diferentes tratamentos; (3) explorar fatores contextuais associados às trajetórias e às escolhas de tratamento por mães de crianças com TEA. Foram realizados dois estudos, tendo o primeiro uma abordagem quantitativa para responder os objetivos um e dois. Já o segundo estudo utilizou uma metodologia qualitativa visando responder o objetivo três. O estudo um contou com uma amostra de conveniência de 151 mães. Para as análises quantitativas utilizou-se os seguintes instrumentos padronizados: (1) Questionário sócio-demográfico e de escolha de tratamentos (Intervenção Comportamental, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Farmacologia, Tratamentos Biomédicos e Abordagem Relacional); (2) Revised Illness-Perception Questionnaire modified for autismo - IPQ – RA (3) Maternal Autism Knowledge. A análise dos dados (regressão logística) foi realizada nos Programa SPSS versão 20.0 e JAMOVI e para todos os testes estatísticos foram adotados um nível de significância de 5%. |Para a análise dos dados qualitativos derivados de entrevistas semiestruturadas com 10 mães foi utilizado o software ALCESTE. Como parte dos resultados do estudo um, tivemos que dentre as abordagens terapêuticas, a com maior escolha foi a Intervenção Comportamental, com 86,8%, sendo que a variável Controlabilidade do Transtorno tornou-se estatisticamente significante como possível preditor (P = 0,05) somente quando ajustado com a variável Imprevisibilidade do Transtorno (P = 0,15). Já para a escolha da intervenção Fonoaudiológica, a idade da criança apresentou correlação negativa estatisticamente relevante (P = 0,01). Em relação aos dados qualitativos, verificou-se que há diversas barreiras encontradas na trajetória para de obtenção do diagnóstico e posteriormente na busca por tratamento, como o tempo longo de avaliação para o diagnóstico e dificuldades financeiras para avaliação e para manter as intervenções, além da dificuldade de encontrar profissionais especializados.