Mediação materna: análise da experiência de aprendizagem mediada entre mães e suas filhas com Síndrome de Williams

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Lee, Lucia Cunha lattes
Orientador(a): Carreiro, Luiz Renato Rodrigues lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/24529
Resumo: A interação de pais e filhos configura-se como uma importante interface na avaliação psicológica. A Experiência de Aprendizagem Mediada (EAM) descreve um tipo de interação dirigida que influencia o desenvolvimento das capacidades da criança com a qual o adulto interage. Vale destacar a importância da função mediadora que os pais podem estabelecer com seus filhos e como essa pode ser afetada quando o filho apresenta algum transtorno em seu desenvolvimento. A Síndrome de Williams (SW) é ocasionada por uma aneusomia segmentar devido à deleção de múltiplos genes na região cromossômica 7q11.23. Alguns indicadores para o diagnóstico da síndrome são identificados desde o nascimento, como as características faciais típicas a presença de alterações cardíacas e renais. Na dimensão relacionada ao comportamento, observa-se excessiva sociabilidade e um perfil cognitivo com deficiência intelectual e discrepâncias na manifestação de habilidades cognitivas, como prejuízos visoespaciais e preservação de habilidades de linguagem, especialmente as expressivas. Com base nesses pressupostos, o presente estudo analisa as ações mediadoras apresentadas por mães a partir de atividades semidirigidas (montar quebra-cabeças e contar e recontar histórias), realizadas com suas filhas que apresentam SW. Para isso, foi descrito como essas mães manejam as mediações com suas filhas, tendo por base a EAM. Participaram desse estudo três díades mãe-criança, em cinco encontros consecutivos, sendo dois entre a mãe e a criança e três entre a mãe e a pesquisadora. Nos encontros com os pares mãe-criança, foi possível notar que diante de tarefas, as mães apresentaram ações mediadoras diversificadas no que diz respeito à quantidade e qualidade, expondo diferenças de acordo com o tipo de atividade e a complexidade das tarefas (como dar instruções verbais, utilizar modelo para o quebra-cabeça, chamar atenção para partes da história). As categorias da Escala EAM revelaram-se apropriadas para etapas de avaliação, oferecendo um levantamento do repertório de ações do mediador. Verificou-se que a experiência compartilhada entre a mãe e a filha foi um estímulo e um facilitador para as situações de reflexão nas entrevistas individuais com as mães. Assim, a associação da observação - por parte da mãe - da interação com a sua filha, com a entrevista individual, indicou ser um dispositivo importante para a modificação qualitativa das estratégias de mediação e promissora no desenvolvimento de suas crianças com SW. Logo, enfatiza-se a importância das observações das interações parentais, além de reflexões dirigidas sobre elas, como um recurso na avaliação e na intervenção na área de transtornos de desenvolvimento.