Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Giovanna Dos Santos Silva [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/295427
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Resumo: |
O fenômeno do sexting se faz uma prática frequente de manifestação da sexualidade atualmente, lançando mão de trocas virtuais de conteúdos sexuais por mensagens de texto, fotos e vídeos. No entanto, percebemos que o problema se localiza na utilização traiçoeira desses conteúdos íntimos para ações violentas – cyberbullying – contra mulheres que, inclusive, são as maiores prejudicadas devido a cultura machista que vivemos. Diante disso, o presente estudo objetiva investigar a percepção de pessoas que foram vítimas de conteúdos íntimos expostos em ambientes virtuais e elencar elementos que colaborem na formulação de atuações, em espaços formativos, com propósito de promover a proteção e prevenção de violências dessa natureza. Para isso, nos valemos da pesquisa qualitativa do tipo exploratória e descritiva e como instrumento de coleta de dados usamos a entrevista semiestruturada com sete mulheres que tiveram suas imagens divulgadas a partir da prática do sexting. Os dados foram analisados e categorizados através da Análise de Conteúdo de Bardin e interpretados a partir de referenciais teóricos que problematizam a cultura machista, sexista e heteronormativa que propagam valores e condutas acerca dos gêneros e sexualidade. A partir das percepções do grupo de mulheres entrevistada, notamos que as mesmas sofreram punições por suas práticas sexuais passarem por desvelamento, uma vez que a ação de desvelar - que é violenta - está intimamente ligada a uma cultura machista e desvios de moldes normativos em sexualidade e gênero, como também notamos que a desproteção, injustiças e impactos que sofreram estão ligadas a essas normativas que se encontram enraizadas em instituições consagradas - escola, delegacias/judiciário e família - e que são expressas em forma de desinformação das participantes sobre redes de apoio, denúncias e proteção, a ausência de educação sexual, ações preconceituosas de profissionais que deveriam atuar para proteção das mesmas e impasses jurídicos. Como forma de contornar essa realidade, elencamos a educação sexual e a necessidade de formação de professores e outros profissionais como essenciais para prevenção e proteção das vítimas de vazamento íntimo e como efeito dessas articulações, elaboramos um produto educacional para docentes para atuação em prol da proteção das vítimas e prevenção da violência pela exposição íntima em espaços virtuais. |