Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Alves, Hildinéia |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/192255
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Resumo: |
Uma educação repressora, desigual e machista, que impõe modelos educacionais distintos para meninas e meninos, pode contribuir com a reprodução de relações de gênero desiguais e uma educação heterônima que, ao serem naturalizadas, ocultam o processo histórico do qual se originam e, consequentemente, a possibilidade de sua desconstrução e transformação social. Esse tipo de relação pode dificultar o desenvolvimento autônomo de algumas crianças, porque na Educação Infantil elas ainda não sabem diferenciar sociabilidade e individualidade, pois estão centradas no ponto de vista delas mesmas ao que Piaget denomina egocentrismo. Este trabalho teve como laboratório de experiências a própria sala de aula, por meio de observações acerca das questões morais e das relações de gênero no cotidiano escolar, na Educação Infantil em uma escola pública do interior do Estado de São Paulo. Nesse contexto esta pesquisa parte do seguinte questionamento: A Moralidade e as relações de gênero trabalhadas de forma planejada em uma intervenção de pesquisa por meio de uma sequência didática, pode contribuir para identificarmos o que as crianças pensam sobre o juízo moral e as questões de gênero? Os objetivos dessa dissertação foram, identificar as concepções das crianças sobre gênero e moralidade, de modo a reconstruir a realidade de uma escola de Educação Infantil por meio da oralidade dos sujeitos que dela participam e a modificam. Teve por objetivo também, a elaboração de um Produto Educacional em formato de livro interativo digital, para valorizar a oralidade e a criatividade infantil, além de possibilitar atitudes menos preconceituosas. Para tanto, foi elaborada e aplicada uma sequência didática como proposta de intervenção. A metodologia adotada na pesquisa teve caráter qualitativo, haja vista que fez um recorte de uma realidade escolar da Educação Infantil, utilizando referencial teórico de Jean Piaget, Josep Maria Puig, Guacira Lopes Louro, Bernadete Gatti, entre outros. Para delinear o estudo, a técnica utilizada foi o grupo focal, que além de permitir a aplicação da proposta de intervenção, oportuniza também, identificar as concepções das crianças sobre moralidade e gênero, por meio da promoção de momentos de reflexão, dentro de um processo educacional para a emancipação. Com base nos resultados foi constatado que os diálogos produzidos pelas crianças refletem o momento de seu desenvolvimento psíquico, suas vivências e experiências de vida, além do cuidado que essas crianças demandam. Verificou-se que a técnica do grupo focal se configura como um meio de obter a oralidade da criança, valorizando a participação ativa e criativa desses sujeitos. Em relação a moralidade e gênero, o discurso das crianças se manteve direcionado às suas histórias e relatos de vida, sem o aprofundamento do processo mais complexo que os envolvem. Constatou-se, também, que no cotidiano escolar a coação e as relações unilaterais continuam porque o adulto não se refez, apenas reproduz atos. Uma possibilidade de transformação desta prática está no aprendizado da relação de cooperação, reciprocidade e respeito mútuo entre meninas e meninos sem diferenciação de gênero |