Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Santos, Bárbara Luiza Fialho |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/235695
|
Resumo: |
Uma das principais pragas no cultivo do amendoim é o tripes-do prateamento, Enneothrips enigmaticus (Thysanoptera: Thripidae). Essa praga passa parte do seu ciclo no solo, onde se expõe ao ataque de ácaros predadores Mesostigmata que aí ocorrem. A ordem Mesostigmata é bastante diversa, mas é principalmente na coorte Gamasina desta ordem que se encontra a maior parte das espécies de predadores. A forma do preparo do solo pode variar no cultivo do amendoim, podendo afetar os organismos aí presentes. O primeiro passo para a busca de ácaros predadores para tripes no cultivo de amendoim é conhecer a diversidade destes na cultura. O objetivo geral deste estudo foi avaliar a diversidade e abundância dos ácaros Mesostigmata edáficos em cultivos de amendoim sob diferentes formas de preparo do solo, comparando com a diversidade e abundância em uma área de vegetação natural e outra de pastagem próximas, além da descrição de uma nova espécie de Mesostigmata encontrada no estudo. Três tipos de preparação do solo no cultivo de amendoim foram avaliados (plantio convencional, plantio direto e plantio com escarificador); para comparação, as mesmas avaliações foram feitas também em uma área de vegetação natural e em outra de pastagem, próximas dos cultivos de amendoim. O experimento foi conduzido no município de Planalto, estado de São Paulo, realizando-se seis amostragens de serapilheira/solo entre dezembro de 2020 e março de 2021. O total de ácaros coletados em todas as áreas de estudo foi de 17.499 indivíduos, sendo encontradas espécies das ordens Mesostigmata (Gamasina e Uropodina), Sarcoptiformes (Astigmatina e Oribatida) e Trombidiformes. Em relação aos Mesostigmata, foram identificadas 3.009 fêmeas adultas de onze famílias. A abundância deste grupo de ácaros foi maior na área de escarificador (842 ácaros), seguido por plantio direto (781) e vegetação natural (675). A abundância no plantio convencional e, principalmente, na pastagem, foi muito menor (477 e 234, respectivamente). As quatro famílias mais abundantes foram Ascidae (cerca de 34% dos Gamasina coletados), Laelapidae (20%), Blattisociidae (17%) e Rhodacaridae (13%). Considerando todas as áreas de estudo, foram coletadas 59 morfoespécies de 25 gêneros de Mesostigmata. A espécie mais abundante no estudo foi Protogamasellus mica (Athias-Henriot) (Ascidae) com 596 indivíduos coletados. A maior riqueza foi encontrada na vegetação natural (45), seguida por plantio com escarificador (33), plantio direto (30), pastagem (28) e plantio convencional (21). O índice de Shanon seguiu o mesmo padrão de dimensões relativas (do maior, na vegetação natural, ao menor, no plantio convencional). Uma nova espécie de Gaeolaelaps (Laelapidae) foi descrita com base em espécimes de uma colônia de laboratório iniciada com espécimes coletados nas áreas de amendoim. Este é o primeiro trabalho que avalia a diversidade e abundância de ácaros edáficos em diferentes preparos do solo na cultura do amendoim e servirá de base para os estudos sobre o potencial de ácaros predadores no controle do tripes-do-prateamento. |