Avaliação do programa de dispensação de glicosímetros e insumos para automonitoração da glicemia capilar no município de Botucatu-SP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Augusto, Mariana Cristina [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/96418
Resumo: Avaliar consiste em um julgamento de valor acerca de uma intervenção, programa ou serviço, com objetivo de tomada de decisões (17) e atualmente processos de avaliação têm sido amplamente estimulados pelos gestores, para favorecimento de planejamentos em saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar o Programa de Dispensação de Glicosímetros e Insumos para Automonitorização da Glicemia Capilar (AMGC), implantado em 2006 no município de Botucatu. O processo de implantação em Botucatu ocorreu sem planejamento e coordenação centralizados, e até o momento nenhuma avaliação do Programa foi realizada. O presente estudo tem como finalidade preencher esta lacuna, avaliando como ocorreu e vem ocorrendo o Programa no município. Estudou-se amostra representativa (n=288) dos usuários inscritos e 96 profissionais de saúde que atuavam no Programa desde sua implantação. Tomando como referencial teórico metodológico a tríade proposta por Donabediam - avaliação dos componentes Estrutura, Processo e Resultado - foram coletados dados sobre a capacitação prévia de usuários e profissionais, regularidade da disponibilidade dos insumos; seguimentos clínicos e laboratoriais normatizados, capacidade de autonomia para autocuidado do usuário e satisfação com o Programa, sendo apartir destes construídos os indicadores de qualidade. Foram detectadas falhas importantes na capacitação dos profissionais e usuários, os primeiros desconheciam parâmetros oficiais de controle glicêmicos e critérios para inserção do usuário no Programa, os segundos, relataram falta de orientações quanto a utilização do aparelho e valores de normalidade. Os indicadores de processo foram muito insatisfatórios: apenas 2,5% profissionais relataram verificar os controles glicêmicos domiciliares nas consultas, solicitar todos os exames laboratoriais, orientar plano alimentar, atividade física e...