Efeito da quantidade de água renovada sobre a interação agressiva em ciclídeos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Gauy, Ana Carolina dos Santos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/143088
Resumo: Animais sociais interagem agressivamente para estabelecer territórios e hierarquia de dominância. Para evitar lutas constantes e reduzir a probabilidade de injúrias, eles mantêm a posição social por meio de displays e outros tipos de sinalização social. Em algumas espécies de peixes, sinais químicos que sinalizam a posição social são liberados na água. Porém, a troca da água em aquários ou tanques de criação (necessária para remover restos de alimentos e materiais orgânicos) diluem os sinais químicos, atrapalhando a comunicação social e o reconhecimento da posição social. O resultado é um aumento e persistência da interação agressiva, o que pode causar severas injúrias físicas e aumentar o nível de estresse social nos peixes. Nesse estudo, perguntamos se a agressividade está associada com os níveis de sinais químicos diluídos. Assim, foi testado o efeito da quantidade de água do aquário renovada na agressividade e estabilidade social em dois ciclídeos neotropicais, o Pterophyllum scalare e o Cichlasoma paranaense, pois o mecanismo pode variar entre espécies. Observamos para P. scalare que a renovação de uma pequena quantidade de água (25%) interfere menos no comportamento agressivo dos indivíduos dentro do grupo social do que uma maior quantidade de água (50%). Além disso, a agressividade rapidamente retorna a níveis basais. Em contraste a renovação de 50% da água parece reduzir as interações agressivas no grupo de C. paranaense. Assim, esses efeitos podem estar associados a mecanismos diferentes de sinalização social entre as espécies de ciclídeos.