Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Pereira, Lucas [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/295676
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Resumo: |
Esta dissertação analisa a expansão da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na América Latina, evidenciando por que determinados países optaram por aderir à entidade e de que forma internalizaram suas diretrizes de governança. A investigação parte do pressuposto de que a adesão à OCDE não constitui um simples aprimoramento técnico-administrativo, mas reflete decisões estratégicas de política externa, orientadas por condicionantes sistêmicos e, sobretudo, por coalizões domésticas. Para isso, adota-se uma abordagem teórico-metodológica baseada em dois pilares: (i) a compreensão do overlapping institucional na região, isto é, a sobreposição de mandatos e agendas (OCDE, BID, AP, UE), que reforça a difusão de reformas pró-mercado; e (ii) a análise dos processos de política externa, destacando o protagonismo de governos, ministérios econômicos, grupos empresariais e think tanks. A pesquisa concentra-se nos quatro países latino-americanos (México, Chile, Colômbia e Costa Rica), observando que, embora cada um apresente particularidades históricas e econômicas, há uma convergência fundamental: o interesse em projetar-se globalmente e atrair investimentos estrangeiros, tendo na OCDE um “selo de qualidade” que confere legitimidade internacional. O estudo revela que a expansão da organização na região se vincula tanto à busca de credibilidade junto a potências do Atlântico Norte quanto ao respaldo de governos que almejam maior abertura econômica e integração às cadeias globais de valor. Assim, identificam-se dinâmicas domésticas em que o empresariado, os ministérios de perfil econômico e a mídia exercem influência decisiva, deslocando o papel tradicional dos ministérios de relações exteriores. Metodologicamente, a dissertação recorre a documentos oficiais, relatórios da OCDE, artigos acadêmicos e notícias de jornais para triangular diferentes perspectivas. Os resultados indicam que a adesão à OCDE surge de um processo complexo de barganhas e convergências internas, potencializado pela atuação conjunta de instituições internacionais alinhadas à agenda dos países desenvolvidos. Conclui- se que a expansão da OCDE na América Latina, longe de ser meramente funcional, encerra escolhas políticas e econômicas que envolvem disputas, definições de inserção internacional e rearranjos institucionais ajustados aos padrões do “Ocidente”. |