Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Silva, Camila Fernanda da [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/150424
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Resumo: |
Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa-ação, com análise de natureza qualitativa e quantitativa, realizada à luz da Epistemologia Genética e dos estudos sobre o conhecimento social. Foram participantes desta pesquisa, 19 crianças, entre sete e nove anos de idade, alunos de uma turma de 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal do interior do estado de São Paulo. Os participantes foram escolhidos por se tratar da turma atribuída à pesquisadora como professora regular no ano de 2016. Os procedimentos para o desenvolvimento desta investigação foram delimitados segundo as orientações para a pesquisa-ação. Na fase exploratória, e tendo como objetivo avaliar as ideias que as crianças tinham sobre os seus direitos, foi aplicada uma entrevista baseada no método clínico-crítico piagetiano, contendo histórias envolvendo diferentes direitos infantis e suas respectivas violações. Na fase de ação, os participantes passaram por uma intervenção pedagógica sob o enfoque construtivista, por meio de atividades com músicas, vídeos, histórias, desenhos, entre outras, tendo como objetivo favorecer a construção do conhecimento social e o avanço na compreensão da noção social específica. Foram feitas alterações no ambiente da sala de aula, pautadas em princípios construtivistas, com o objetivo de propiciar um espaço privilegiado para a discussão da temática por meio de diferentes atividades e, da mesma forma, favorecer as interações dos sujeitos. Finalmente, na terceira e última fase, de avaliação, foram reaplicadas as entrevistas clínicas, com a finalidade de verificar a evolução da noção social pesquisada após a implementação da intervenção pedagógica. Os dados foram analisados segundo os níveis de compreensão da realidade social. Os resultados da fase exploratória demonstraram que as crianças possuem noções bastante simplistas sobre seus direitos e, muitas vezes, nem os reconhecem nas histórias. Durante e realização das atividades propostas, foi possível observar o envolvimento da turma, bem como os conflitos e necessidades que surgiam sobre os diferentes temas abordados. Ao final da intervenção pedagógica, na fase de avaliação, percebemos modificações na maneira de pensar dos sujeitos ao analisarem as situações descritas nas histórias. Houve um avanço significativo na maneira como os sujeitos compreendem seus direitos, assim como reconhecem suas diferentes formas de respeito, garantia e violação. |