Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Alzate Hoyos, César Andrés |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/215160
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Resumo: |
A fome como ausência é, paradoxalmente, negação, instrumentalizada e incorporada no próprio ciclo reprodutivo do capital, que em sua escala global, parece dominar e cooptar de maneira hegemônica qualquer tentativa de soberania alimentar praticada desde e para cada realidade. Desta maneira, e, frente a este desafio, as Redes Agroalimentares Alternativas (RAAs) constituem espaços de resistência, em que se pretende reconstituir, de um outro modo, a separação de um vínculo original que foi cindido na relação campo-cidade, a alimentação. Assim, busca-se compreender o papel dessas redes e as práticas de consumo diferenciado associadas a elas na produção do espaço urbano das cidades de Curitiba - Brasil e Medellín - Colômbia em seu espaço de articulação e, construção de um sistema agroalimentar territorial alternativo. Embora diversos contextos constituem a pesquisa, o método dialético busca dar conta das contradições e das dependências, fazendo assim da abordagem comparativa, o caminho procedimental que privilegia esse encontro. Em seis capítulos, integra-se uma discussão macro sobre o Sistema Agroalimentar Global às políticas e à institucionalidade que compõe o marco formal nacional e municipal em que as redes se inserem, tratando das práticas específicas que caracterizam cada experiência selecionada; como também, no âmbito de uma configuração urbano-espacial circunscritas tanto aos eixos de concentração e dispersão, e em análise das centralidades; quanto, na articulação multiescalar de um determinado espaço de produção vital, priorizando a dialética da transferência - dependência, para abordar não só as formas e mecanismos do processo objetivizante em si, como também os processos contra-arrestantes da contradição e da ação coletiva criativa que busca romper com a negação da negação que instaura o processo moderno da produção do espaço urbano. |