Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Hernandes, Therezinha Maria |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/244773
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Resumo: |
No início de nossas pesquisas sobre o feminino em narrativas de transmissão oral, bem como seus registros escritos e textos literários de autoria conhecida, detectamos símbolos associados a um poder feminino sobre o ciclo de vida, morte e transformação ou regeneração. Notamos, todavia, que as personagens femininas dotadas desse poder foram sendo gradualmente substituídas pelo herói masculino, de forma diretamente proporcional à instauração das sociedades patriarcais. Observamos, ao longo da pesquisa, que muitas obras críticas e/ou analíticas passam ao largo do feminino, não apenas privilegiando a figura do herói, mas também revelando uma visão de mundo androcêntrica, eurocêntrica, urbana e, não raramente, etnocêntrica. A fim de identificar elementos que refletem estereótipos decorrentes desse padrão, houvemos por bem adotar como forma de abordagem de narrativas de tradição oral a concepção de mundo animista conforme expressa por Irving Hallowell, segundo o qual todos os seres são pessoas, das quais apenas uma parcela se compõe de humanos. A partir dessa perspectiva, estudamos a individuação dos seres, os diversos tipos de transformações que se processam nessas narrativas, e como esse conjunto de dados manifesta uma visão sobre o outro, principalmente quando esse outro é a mulher. Sob esse enfoque, lidamos primeiramente com imagens e textos que buscam associar a figura feminina com o grotesco, o selvagem, o monstruoso e o perigoso. Buscamos demonstrar como, paulatinamente, os vários textos – da oralidade à literatura de autoria conhecida – denotam um roubo de identidade da mulher, tanto por meio de violências explícitas quanto pelo que denominamos “roubos de peles”, que distinguimos do assim chamado motivo do “cônjuge animal”. |