A verdade está nas mídias: a fabricação do real infantil na sociedade de consumo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Oliveira, Fábio Sagula de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/97638
Resumo: O presente estudo tem suas origens na constatação da crescente presença dos meios de comunicação no cotidiano da sociedade. A todo o momento, informações, reais ou fictícias, relevantes ou não, acabam aparecendo diante de nossos olhos e fazendo parte do nosso dia a dia. A população está antenada aos acontecimentos e os meios de comunicação acabam por trazer para nossas vidas mais informações do que somos capazes de refletir a respeito. A informaçãonotícia e a informação-entretenimento se misturam e vão se multiplicando enquanto nos esforçamos uns mais, outros menos para interagir com essa torrente de informações e utilizála para entender nossa realidade. A grande quantidade de informações e acontecimentos e o pouco tempo para se pensar a respeito leva a uma relação superficial entre as pessoas e a realidade que as cerca. É esse o contexto contemporâneo no qual também vivem as crianças e, nesse contexto, constroem suas representações simbólicas. Parece que o espaço para a fantasia não vai muito além do que é passado na programação. O faz de conta, que faz parte da infância, foi exibido e não criado por elas. As crianças acabam por viver as fantasias fabricadas por adultos que fizeram o programa para um fim outro que não fornecer alternativas de desenvolvimento e entretenimento saudável. Com a intenção de explorar esse universo contemporâneo, buscamos compreender como as crianças apreendem a programação televisiva. Mas, o que será que as crianças pensam das coisas a que assistem? Como será que elas elaboram o conteúdo que lhes é apresentado? Como se apropriam dos elementos culturais que lhes são oferecidos? Qual (ou quais) a(s) ideologia(s) presente(s) em seus discursos?...