Avaliação do sistema redox pela via de ativação do Nrf2 e potencial efeito antioxidante do resveratrol em modelo in vitro de pré-eclâmpsia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Dias, Mayara Caldeira [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/192222
Resumo: A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade e morbidade entre as gestantes no Brasil e em vários países. A fisiopatologia desta doença é complexa e envolve vários processos. Um desses relaciona-se a um status oxidativo, onde há prevalência de produção de radicais livres e/ou redução da atividade antioxidante. Recentemente, vem sendo explorado como terapia em várias doenças o antioxidante resveratrol, presente em grandes quantidades principalmente nas uvas vermelhas. O resveratrol, além de sequestrar espécies reativas de oxigênio e possuir outros mecanismos de ação, atua ativando o fator de transcrição Nrf2 (nuclear factor, erythroid 2-like 2), responsável pela transcrição de diversos genes que promovem a proteção celular através da codificação de enzimas antioxidantes, como a hemeoxigenase (HO-1). Logo, o objetivo desse estudo foi verificar os efeitos do resveratrol sob a via de ativação do Nrf2 e seus genes alvos em modelo in vitro de pré-eclâmpsia. Esse modelo consiste na incubação de plasma/soro de pacientes pré-eclâmpticas em células endoteliais a fim de se mimetizar a disfunção endotelial característica dessa síndrome. Além disso, foi feito um estudo clínico piloto em que gestantes pré-eclâmpticas beberam suco de uva de forma aguda e tiveram o soro coletado após 1 hora da ingestão para incubação nas células endoteliais. Concluímos que há um potencial de uso do resveratrol na prevenção e tratamento da pré-eclâmpsia. Considerando ainda o uso do suco de uva ao invés do resveratrol isolado, por ser rico em diversos antioxidantes, esses podem ter uma ação conjunta potenciando ainda mais os efeitos benéficos na pré-eclâmpsia. Os estudos ainda são escassos e há muito que se investigar e aprofundar, logo futuros estudos devem ser realizados, principalmente estudos clínicos, para que haja embasamento científico suficiente para se sugerir como prática clínica o uso do resveratrol/suco de uva como auxílio na prevenção e manejo da pré-eclâmpsia.