Estudo longitudinal sobre a prática de aleitamento materno: fatores associados e causas de desmame

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Rocha, Najara Barbosa da [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/95405
Resumo: A prática de aleitamento materno é de fundamental para o crescimento, desenvolvimento, saúde e nutrição dos bebês, sendo uma intervenção simples e efetiva para reduzir mortalidade e morbidade infantil. Objetivou-se identificar a prevalência do aleitamento materno, os fatores que influenciam seu sucesso e as causas do desmame precoce, comparando entre cidades com ou sem Estratégia da Saúde da Família (ESF), bem como a associação do aleitamento com os hábitos de sucção não-nutritivos. Neste estudo longitudinal, prospectivo, foram entrevistadas 84 mães durante a gestação e acompanhados 87 bebês até o sexto mês de vida. O estudo foi dividido em duas etapas. A primeira foi constituída de entrevistas com gestantes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e visitas domiciliares. Após o nascimento dos bebês, na segunda etapa do estudo, foram realizadas entrevistas domiciliares mensais do primeiro até o sexto mês de vida do bebê. Testes estatísticos foram realizados para verificar-se associações, bem como construídas curvas de sobrevivência, com auxílio dos programas EpiInfo v.3.5.1 e o Bioestat v.5.0. Todas as mães pretendiam amamentar seus filhos, por em média 11 meses, alegando como motivos principais a proteção do “leite materno” e “por amor”. Quase a totalidade (94,3%) das mães começou amamentar os bebês no primeiro mês, mas destas apenas 49,4% amamentavam exclusivamente. Ao final do sexto mês nenhuma mãe estava amamentando exclusivamente e 46% das crianças já tinham sido desmamadas. Os principais motivos alegados foram escassez ou falta de leite e o fato de os filhos não aceitarem mais o peito. As seguintes variáveis do estudo mostraram associação significante com aleitamento materno: idade da mãe (0,0033), situação conjugal (0,0004), orientações sobre amamentação pré (0,0118) e perinatal (0,0033), dificuldades...