Ensaio sobre a história do desenvolvimento da linguagem escrita na alfabetização

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Carneiro, Luciana Apolonio Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/154825
Resumo: Esta dissertação foi realizada em nível de mestrado profissional, no Programa de Pós- Graduação Docência para Educação Básica, da Unesp de Bauru/SP. Teve como objetivo geral escrever a história do desenvolvimento da escrita na criança na alfabetização e descrever as características específicas que a escrita sofre ao longo desse processo. Para tanto foram determinados os momentos críticos de transformação da escrita para caracterizar seus estágios e foram discretizados os expedientes que promovem o trânsito de uma forma de escrita para outra. Essa história só pôde ser escrita por meio das análises das produções das crianças registradas em vídeo, seguidas de transcrição dos diálogos ocorridos no momento da produção. Para sua execução, apoiamo-nos no conceito de escrita na perspectiva vigotskiana e na pré- história da escrita articulados aos processos fonéticos/fonológicos, morfológicos, sintáticos, semânticos e discursivos. O percurso metodológico da pesquisa seguiu o delineamento da pesquisa experimental. Para determinar os estágios da formação da escrita rumo à cultural os núcleos de generalização do pensamento por complexo serviram de base. Das escritas produzidas pelas crianças procedeu-se a análise que proporcionou o reconhecimento de traços comuns, os quais, por sua vez, levaram-nos a postular os estágios da escrita, bem como deslindar os expedientes usados pelas crianças para objetivar a escrita cultural. Tais descobertas (estágios da escrita e expedientes) ancoraram a construção de um instrumento para avaliar o desenvolvimento da escrita na criança que registra o movimento de sua formação, norteando o professor para atuar na zona de desenvolvimento iminente. De maneira geral os resultados de análise mostraram que, durante o processo de alfabetização: 1) as crianças usam mais de um sistema de escrita e não apenas o sistema alfabético; 2) os expedientes usados pela criança na pré-história da escrita, como forma, tamanho, cor, quantidade e desenho, para desenvolver signos subjetivos, reaparecem requalificados na história do desenvolvimento da escrita, além de outros expedientes que são incorporados; 3) os fenômenos linguísticos de cada palavra, incluindo a sua estrutura silábica, influenciam o movimento de evolução e involução da escrita na criança. Como resultados da pesquisa foram criados os estágios de formação da escrita cultural, em seu processo de apropriação; foram identificados os expedientes que transformam a escrita de um estágio para outro e foi produzido um instrumento avaliativo da escrita no processo de alfabetização, configurado no gênero textual relatório técnico. Esse instrumento visa a garantir a historicidade dialética da formação da escrita, que é muito maior que a mera classificação das escritas em estágios.