Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Gardinal, Mario Vitor Buzete |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/251171
|
Resumo: |
O coração dos peixes é composto por seis componentes anatômicos dispostos em série. Dentre eles, o ventrículo se destaca por apresentar consideráveis variações morfológicas entre as espécies relacionadas à anatomia externa, organização do miocárdio e distribuição dos vasos coronários. Embora a classificação morfológica seja uma ferramenta que, em algum nível, permite inferências sobre a evolução do ventrículo em peixes, até o momento nenhuma análise utilizando métodos filogenéticos comparativos foi realizada. Além disso, ainda se sabe pouco sobre a morfologia cardíaca e sua evolução em teleósteos Neotropicais de água doce. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avançar no entendimento da evolução da morfologia ventricular em teleósteos de água doce da linhagem Otophysi. Para isso, foram estudados os ventrículos de 28 espécies pertencentes aos grupos Characoidei, Siluriformes e Gymnotiformes, sendo que espécies da ordem Cypriniformes foram utilizadas como grupo externo. Os ventrículos foram submetidos a estudos anatômicos, histológicos e ultraestruturais. Em seguida, uma filogenia foi proposta com base em caracteres moleculares previamente sequenciados, com ênfase em elementos de DNA ultraconservados. Posteriormente, os caracteres morfológicos foram incorporados à filogenia proposta e analisados por meio de métodos filogenéticos comparativos. A morfologia piramidal do tipo II esteve presente nos ventrículos de todos os exemplares de Characoidei, Gymnotiformes e Cypriniformes estudados. Já os Siluriformes apresentaram uma maior variabilidade, demonstrando ventrículos saculares dos tipos Ib e II. As análises SIMMAP aplicadas à filogenia permitiram inferir que o ventrículo piramidal do tipo II seria a condição ancestral em Otophysi. Esse tipo de ventrículo teria sido preservado em Characoidei, Gymnotiformes e Cypriniformes, o que indica a evolução desses grupos em ambientes lóticos e com possíveis migrações reprodutivas. Por outro lado, o cenário evolutivo para as espécies da ordem Siluriformes aponta para uma maior diversificação nos hábitos de vida e ocupação de locais com diferentes condições ambientais, o que permite uma maior variação morfológica do ventrículo em função das diferentes necessidades metabólicas das espécies. |