As práticas pedagógicas dos professores pré-escolares na promoção dos jogos de papéis sociais à luz da psicologia histórico-cultural

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Godoy, Graziela do Nascimento [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/181864
Resumo: A Educação Infantil assume um papel essencial no desenvolvimento das crianças pequenas e a brincadeira é um elemento importante na promoção desse desenvolvimento. Assentir o jogo de papéis sociais como atividade principal da criança pré-escolar e compreender a importância de um planejamento sistemático ao promover a atividade de brincadeira é imprescindível. Neste trabalho buscamos compreender como esses jogos ou as brincadeiras de faz de conta estão estruturados pelos professores pré-escolares no cotidiano de suas práticas e como eles compreendem a relação dos jogos com o processo de representação simbólica e o desenvolvimento da imaginação e da linguagem. Observamos ainda como essas atividades são condicionadas pelo espaço, tempo, artefatos culturais disponíveis e especialmente pelos conteúdos culturais oferecidos ou não pelos educadores, para assim evidenciar em que medida eles reforçam experiências cotidianas ou promovem o domínio e contato com experiências não cotidianas. Trata-se de uma pesquisa de campo apoiada nos pressupostos teóricos metodológicos da Psicologia Histórico Cultural do que nos permite apreender a realidade estudada como resultado da relação entre o singular e os liames da totalidade. Os sujeitos da pesquisa são doze professores que atuam nas turmas de 4 e 5 anos de três escolas da Educação Infantil da rede municipal de Araraquara/SP, e para coleta dos dados utilizamos o instrumento da entrevista que era composta por questões objetivas e subjetivas, em que as respostas eram gravadas e depois transcritas. As perguntas objetivas nos ajudaram a caracterizar o universo pesquisado e compreender o tempo diário destinado às atividades de brincadeiras de faz de conta nas instituições de educação infantil e as subjetivas foram categorizadas, com o intuito de revelar a emancipação das ações das crianças em relação ao uso dos objetos e espaços disponibilizados pelo professor, a trajetória de desenvolvimento das crianças nos jogos de papéis por meio das práticas educativas e a compreensão dos professores quanto à relação entre a atividade de jogos de papéis e o desenvolvimento do pensamento simbólico, da linguagem e da imaginação. Os resultados indicam que a organização e os materiais dos espaços condicionam as atividades de brincadeira, e quanto ao trabalho educativo, é possível verificar um planejamento e reconhecimento acerca da importância dos jogos de papéis, porém sem promoção dos elementos referentes a ações não cotidianas. Predomina o uso das brincadeiras como meio para atingir o ensino de conteúdos de diversas áreas do conhecimento. Essas análises sugerem que é preciso ampliar as discussões no campo da Educação Infantil a respeito das contribuições que o jogo simbólico pode dar ao desenvolvimento da criança e seu processo de humanização.