Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Moreira, Tamires Soares [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/138883
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Resumo: |
A Comunicação Humana envolve habilidades de recepção (entrada) e expressão (saída) da linguagem, que o indivíduo desenvolve, sejam elas relativas à fala, à escrita ou por meio de gestos. A avaliação da comunicação humana tem por objetivo levantar hipóteses diagnósticas e pode ser feita com o uso de testes padronizados. O Preschool Language Assessment Instrument – Second Edition (PLAI-2) é um instrumento norte-americano recém-traduzido e adaptado para o Português Brasileiro. Trata-se de um teste formal, utilizado para avaliar habilidades comunicativas em nível de recepção e expressão de crianças em idade pré-escolar. As habilidades comunicativas do PLAI-2 estão de acordo com quatro níveis de habilidade comunicativa: (1) escolha, que é a habilidade comunicativa mais elementar, somente vinculada a objetos tangíveis; (2) análise seletiva, item em que a criança deve responder a aspectos mais seletivos mediante uma situação controlada; (3) análise perceptual, que exige que a criança resista aos demais componentes e responda de acordo com as suas experiências o que está de acordo com a ordem solicitada; (4) raciocínio, que é a habilidade mais complexa da habilidade comunicativa e corresponde ao que a criança pensa sobre o que poderia, pode ou que aconteceria diante de determinadas condições. Este estudo teve como objetivos (1) verificar o desempenho de crianças com distúrbios de comunicação na versão brasileira do PLAI-2 e comparar com o desempenho de crianças com desenvolvimento típico; (2) verificar se a versão brasileira do PLAI-2 discrimina crianças com Transtorno de Linguagem de outras crianças com demais distúrbios da comunicação; (3) verificar se a versão brasileira do PLAI-2 diferencia graus de comprometimentos dos Distúrbios de linguagem. Participaram deste estudo 52 crianças com Distúrbios da Comunicação (23 com transtorno de linguagem, 24 com transtorno fonológico, 2 com gagueira e 3 com alteração de motricidade orofacial) e 104 crianças do grupo comparativo, com desenvolvimento típico de linguagem. Os dados foram analisados por meio do teste estatístico. Os resultados da comparação entre o grupo de Distúrbios da Comunicação ao grupo comparativo indicaram que as crianças com Distúrbios da Comunicação apresentaram desempenho abaixo quando comparado ao grupo comparativo com diferenças estatisticamente significantes na maioria dos itens e subitens do PLAI-2, em todos os grupos etários. Na comparação entre os subgrupos amostrais, os resultados mostraram que crianças com Transtorno de Linguagem, apresentaram escores abaixo em todos os itens e subitens do teste, quando comparadas a crianças que apresentam outros transtornos, como o Transtorno fonológico, a Gagueira e as Alterações de Motricidade Orofacial. Quanto ao grau de comprometimento, os resultados apontaram para uma correlação positiva entre o grau de comprometimento atribuído na avaliação clínica e o grau do comprometimento de linguagem do PLAI-2, em crianças com Transtorno de Linguagem. Após a análise dos resultados, foi possível concluir que (1) crianças com Distúrbios da Comunicação apresentaram, no PLAI-2, desempenho abaixo quando comparados ao desempenho de crianças com desenvolvimento típico de linguagem; (2) a versão brasileira do PLAI-2 foi capaz de discriminar o desempenho de crianças com Transtorno de Linguagem de crianças com outros transtornos (Transtorno Fonológico, Gagueira e Alterações de Motricidade Orofacial); (3) a versão brasileira do PLAI-2 diferenciou graus de comprometimento dos quadros de Transtorno de linguagem. |