Pentimento: um álbum de retratos das personae de escritor de Caio Fernando Abreu

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Dias, Ellen Mariany da Silva [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/106323
Resumo: Tendo em vista o conjunto dos textos/discursos produzidos pelo escritor Caio Fernando Abreu (CFA, daqui em diante), a saber, seus contos, cartas, entrevistas, crônicas, romances, peças de teatro, prefácios às edições revistas de seus livros etc., selecionamos os textos que, de acordo com os critérios estabelecidos para o desenvolvimento deste trabalho, consideramos como os mais representativos. A nosso ver, é no diálogo que contempla a produção literária do escritor em seus diferentes gêneros de discurso (BAKHTIN, 2003) que podemos entrever as personae de escritor de CFA, ou seja, as representações de escritor que ele construiu para si, para os familiares e amigos, para o público em geral e para a crítica. Nossa hipótese é a de que a principal característica que particulariza a obra deste escritor no contexto literário da segunda metade do século XX no Brasil faz-se por meio de uma associação entre a apropriação e a reelaboração da voz alheia e da própria voz, procedimentos que fundamentam a construção de outros textos/discursos, a mise-en-abyme das suas personae de escritor, instâncias que se relacionam umas com as outras de maneira auto-elucidativa e ininterrupta e o pentimento, um efeito produzido a partir dos processos auto e antropofágico de CFA, que faz com que o conjunto do seu acontecimento estético seja, numa visada que o contempla como uma constelação, um mesmo e um outro. A rigor, a potência dialógica existente nos textos/discursos proferidos pelas várias personae de escritor de CFA contribuiria para a problematização dos mitos de autor, autoria, genialidade e inspiração vigentes, especialmente, no Romantismo e nas Artes de Vanguarda.