A Universidade e modos de produção do conhecimento em Moçambique 1975-2012: qual nexo com a empregabilidade dos graduados?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Uetela, Pedro João [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153970
Resumo: O presente trabalho centra-se na investigação da empregabilidade dos graduados da universidade moçambicana como um dos indicativos para compreensão da ascensão social e crescimento de Moçambique tendo em conta os modelos de geração de conhecimento que caracterizaram o ensino superior do país. Aplica as variáveis; modos de produção de pensamento, número de graduados, grau de empregabilidade e expansão do ensino terciário para criticar o processo institutório do ensino superior em África mas com maior incidência para Moçambique. A tese resulta da pesquisa realizada em quatro (4) universidades moçambicanas nomeadamente, UEM-Universidade Eduardo Mondlane, UP-Universidade Pedagógica, UPA-Universidade Politécnica A Politécnica e UCM-Universidade Católica de Moçambique, centrando-se nos dados do período entre 1975-2012. Foram definidos quatro (4) cursos na proporção de um curso para cada uma das seguintes áreas de conhecimento: Ciências Exatas e Biológicas, Ciências Sociais e Humanas, Ciências Tecnológicas e Ciências Humanas Aplicadas e distribuídos na conformidade de um curso para cada uma das universidades já mencionadas. O critério de seleção e definição da especialização corresponde às 4 divisões das áreas de geração de pensamento supracitadas. A partir de Tracey study dos estudantes formados entre 1975 a 2012, foi possível administrar um inquérito e posteriormente medir o impacto do saber oferecido pela universidade na inserção dos graduados no mercado de trabalho e como esta mão de obra de trabalho contribui para o crescimento do país. Os subperíodos analisados são: 1975-1992, 1993-2007 e 2008-2012. As considerações finais a que se chega a partir do estudo incluem o fato de que inicialmente houve uma relação implícita entre ensino superior e inserção dos graduados no mercado. Todavia, à medida que o sistema se consolidou, as incertezas aumentaram e o nexo ensino superior e bem estar com base na empregabilidade se tornou explícito. Os resultados tanto da implicitude quanto da explicidade são revelados pelos resultados dos cerca de 1250 informantes contactados para pesquisa, dentre os quais apenas 22 retornaram o questionário e cerca de 100 somente consentiram ter recebido o inquérito.