Adaptação respiratória neonatal: avaliação clínica, hemogasométrica e do estresse oxidativo de bezerros recém-nascidos provenientes de inseminação artificial, fertilização in vitro e clonagem animal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Dantas, Gabriela Nascimento
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153941
Resumo: O sucesso da adaptação neonatal ocorre com o estabelecimento da função respiratória. Fisiologicamente, o neonato passa do ambiente hipóxico uterino para a hiperoxia do ar respirado após o nascimento. Assim, são produzidos radicais livres provenientes do oxigênio que estão relacionados ao aparecimento do estresse oxidativo, condição associada com diversas enfermidades. Bezerros originados por Fertilização In Vitro (FIV) e Clonagem Animal (CA) podem apresentar problemas ao nascimento e, devido ao seu alto valor genético e econômico, requerem do Médico Veterinário diagnóstico precoce e terapia eficaz em caso de má-adaptação neonatal. O objetivo deste trabalho foi comparar a influência de três métodos de concepção (Inseminação Artificial - IA, FIV e CA) sobre o status oxidativo, função pulmonar e adaptação pós-natal de recém-nascidos da espécie bovina. Para isso, foram utilizados 20 bezerros hígidos provenientes de IA, 15 neonatos originados por FIV e 15 recém-nascidos oriundos de CA. Todos os 50 animais foram monitorados do nascimento até 48 horas de vida, com avaliações realizadas com zero, seis, 12, 24 e 48 horas de vida. Nesses momentos, foram realizados: exame físico, hemogasometria (mensuração de pH, pressões parciais de oxigênio e de gás carbônico, bicarbonato, saturação de oxigênio, dióxido de carbono total e excesso de base) e verificação dos biomarcadores do status oxidativo (determinação das atividades enzimáticas da Superóxido Dismutase - SOD, Catalase e Glutationa Peroxidase – GSH-Px, e das concentrações de Glutationa Total e Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico no sangue periférico por espectrofotometria). Ao nascimento também foram avaliados o Escore Apgar e medidas de comprimento de coluna e amplitude respiratória. Foi demonstrado que bezerros clonados possuem maior peroxidação lipídica causada pelo aumento da produção de radicais livres associado à diminuição da atividade da SOD. Além disso, os neonatos FIV tiveram maior atividade das enzimas antioxidantes Catalase e GSH-Px, seja por maior produção de peróxido de hidrogênio ou por resposta enzimática mais eficiente. Os bezerros do Grupo IA mostraram maiores valores para o Grupo Tióis Reduzidos (relacionado à glutationa reduzida). Os clones apresentaram acidose pós-parto mais acentuada do que a acidose mista fisiológica esperada para neonatos, o que ficou evidente pela diminuição de HCO3 e BE e aumento do TCO2 quando comparado aos demais grupos. Esse distúrbio refletiu-se na diminuição do escore Apgar e no aumento das frequências cardíaca e respiratória. Desta forma, o Grupo CA apresentou pior adaptação respiratória neonatal do que os outros grupos, e, por este motivo, necessita de acompanhamento intensivo, monitoramento através da realização de exames clínico e hemogasométrico repetidos e tratamento precoce apropriado, de maneira a assegurar a saúde desses animais.