Desenvolvimento inicial de leguminosa forrageira em simbiose com Rhizobium em substrato tratado com biossólido da indústria de laticínios

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Machado, Lívia Rodrigues Dias [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/115807
Resumo: Neste trabalho, foi avaliado o desenvolvimento inicial da leguminosa forrageira Canavalia ensiformis em interação com microorganismos capazes de estabelecer relações simbióticas, os denominados rizóbios, em substrato tratad com biossólido oriundo de indústria de laticínios. O substrato foi constituído por turfa (23%) e Cambissolo Háplico (77%), coletado na porção superior da bacia do ribeirão Guaratinguetá-SP, área degradada com risco de erosão, que apresenta relevo acentuado e solo exposto. O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação e dividido em dois blocos: Inoculado e Não inoculado. Cada bloco contou com 6 tratamentos de adubação, constituídos por: ausência de adubação; doses de biossólido em base seca equivalente à 25%, 50%, 75% e 100% da exigência nutricional da planta; e 100% da exigência nutricional da planta em adubação mineral. A Canavalia ensiformis não possui exigência nutricional em nitrogênio, portanto os cálculos das doses de adubação foram feitos com bae na exigência em fósforo. Avaliou-se o efeito da aplicação de biossólido no crescimento inicial da leguminosa, na nodulação e fixação do nitrogênio. Observou-se que com o aumento das doses de biossólido, as plantas não inoculadas apresentaram resposta crescente no rendimento de MSPA e MSR, enquanto as plantas inoculadas obtiveram respostas decrescentes nos mesmos parâmetros avaliados. A adição de biossólido até a dose de 1.150 mg dm-3 favoreceu o desenvolvimento da relação simbiótica entre a Canavalia ensiformis e rizóbio, porém mesmo nas doses mais elevadas, de 1.720 mg dm-3 e 2.300 mg dm-3, o nitrogênio fornecido não inibiu a nodulação e a FBN. A adubação mineral, realizada com base na exigência da Canavalia ensiformis em fósforo favoreceu o estabelecimento da simbiose rizóbio-leguminosa