Memórias de professoras de escolas rurais: (Rio Claro - SP, 1950 a 1992)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Leite, Kamila Cristina Evaristo [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153087
Resumo: Nesta dissertação apresenta-se resultados de pesquisa de Mestrado em Educação com o objetivo geral de analisar aspectos da profissão docente no meio rural do estado de São Paulo, especificadamente no município de Rio Claro, focalizando-se a formação inicial, o ingresso na carreira docente, as práticas educativas, a formação em serviço, as condições de trabalho e a relação com o meio rural, no período de 1950 a 1992. Mediante abordagem histórica e a metodologia da história oral, utilizam-se como corpus documental os Anuários Estatísticos (do Brasil e do Estado de São Paulo); a Legislação estadual e municipal que normatiza o ensino e a profissão docente; o Plano Diretor Integrado do Município de Rio Claro (1972); as entrevistas com cinco professoras rurais. A delimitação temporal baseou-se na trajetória das professoras entrevistadas. O ano de 1950 marca o início da carreira da professora Mariquinha, docente com mais tempo na profissão, e o ano de 1992 delimita o momento em que as professoras Amélia e Josefina deixaram de lecionar em escolas rurais por estas passarem pelo processo de reestruturação e agrupamento implementado pelo Decreto Estadual n. 29.499/1989. Os resultados apontam que a formação inicial e em serviço eram de caráter geral, sem especificações para atividades agrícolas e o nível de formação das professoras de escolas rurais no estado de São Paulo era elevado, sendo que essas docentes possuíam cursos de especialização, aperfeiçoamento e licenciatura em Pedagogia. O ingresso na carreira se dava principalmente através dos concursos de títulos e, posteriormente, dos concursos de provas e títulos. Entre as práticas educativas destaca-se o cultivo da horta escolar, a utilização de livros didáticos e a organização das classes em fileiras de ano/série. As condições de trabalho estavam relacionadas principalmente as condições físicas e materiais das escolas, da moradia e do transporte. Por fim, mediante aos relatos de experiências e lembranças marcantes das professoras nas escolas rurais, a dissertação evidencia a relação delas com o meio rural.