Avaliação do uso de acetato de melengestrol (MGA) via oral em fêmeas de veado-catingueiro (Mazama gouazoubira)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Orjuela, Lincy Liseth Camacho [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
EIA
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/143415
Resumo: A região neotropical passa por um período critico em termos de perda da biodiversidade e as biotécnicas reprodutivas podem auxiliar na conservação de recursos neste processo. Entretanto, a aplicação dessas tecnologias para conservação de ungulados não-domésticos reúne muitas limitações, como o pouco conhecimento de sua fisiologia reprodutiva e a necessidade de manejo intensivo dos animais. O uso de protocolos menos invasivos para sincronização do ciclo estral pode trazer vantagens e torná-los aplicáveis a uma gama maior de situações práticas. Visando estabelecer protocolos hormonais não invasivos para realização desta biotécnicas, este trabalho teve por objetivo avaliar alguns aspectos do metabolismo do acetato de melengestrol (MGA) (Experimento 1), administrado pela via oral em fêmeas de veado catingueiro (Mazama gouazoubira) por meio de dosagens dos progestágenos fecais e urinários, e avaliar o seu efeito na manipulação do ciclo estral (Experimento 2 e 3). Para o experimento 1, após a administração do fármaco em dose única as fezes e urina foram coletadas a cada 4 horas por 72 horas. Os resultados mostraram concentrações hormonais, em média, para o pré-tratamento para as fêmeas FMG1; FMG2; FMG3; FMG4; FMG5 em fezes foram respectivamente, de 606,15±291,10; 313,96 ± 95,25; 628,94 ± 382,04; 295,11 ± 95,15; 454,53 ± 140,88,e para urina as medias foram 0,31 ± 0,13; 0,23 ± 0,08; 0,31 ± 0,18; 0,59 ± 0,32; 0,26 ± 0,10. As concentrações médias do pós-tratamento para as fêmeas FMG1; FMG2; FMG3; FMG4; FMG5 em fezes foram respectivamente, de 706,17± 194,35; 257,13±69,88; 373,85±108,69; 503,13 ± 194,46; 970,16± 322, 28, e para urina 0,38 ± 0,12; 0,10± 0,056; 0,49 ± 0,14; 0,89 ± 0,31; 0,17± 0,08, respectivamente. Não foi evidente a ocorrência de picos nos perfis endócrinos após administração de MGA, no entanto foi possível visualizar um pequeno aumento dos níveis em 4 das 5 fêmeas, 16 a 24 horas após ingestão do fármaco. No experimento 2, o medicamento foi oferecido uma vez por dia durante 8 dias e no final do 8o dia foi realizada uma aplicação de cloprostenol sódico. As fêmeas tiveram estro monitorado, sendo possível observar estro comportamental em 3 das 6 fêmeas (50%), Já para o experimento 3, o medicamento foi administrado uma vez por dia durante 7 dias sendo que no final do 2° dia foi feita uma aplicação intramuscular de cloprostenol sódico, o estro foi monitorado duas vezes por dia. Três das 5 fêmeas (60%) apresentaram estro após aplicação do cloprostenol, mostrando a ineficiência do MGA, na dose testada, em inibir o crescimento folicular e ovulação após a luteólise.