Distribuição do alumínio (Al) em folhas de espécies acumuladoras de Al do cerrado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Nogueira, Matheus Armelin [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Al
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/157432
Resumo: As espécies arbóreas do Cerrado podem ser divididas em acumuladoras de alumínio (Al) e não-acumuladoras. Ambos os grupos crescem bem em solos distróficos que são ácidos e ricos em Al. Não há evidências do papel fisiológico do Al nessas plantas, diferentemente do que é conhecido sobre a maioria das plantas cultivadas. Nós comparamos a área foliar específica (AFE) e os conteúdos foliares de Ca e Al de duas espécies acumuladoras de Al (Qualea grandiflora Mart. e Qualea. Parviflora Mart.) que crescem em dois tipos de solos distintos. Um desses, foi distrófico típico do Cerrado, e o outro, de características únicas, calcário, com alta disponibilidade de Ca e baixa saturação de Al. As folhas também foram separadas em limbo e nervura foliar. A AFE foi similar para plantas da mesma espécie, independentemente do solo em que cresceram, indicando que o Al não influencia neste parâmetro. O conteúdo de Ca na folha refletiu sua disponibilidade entre os tipos de solo e foi mais acumulado nas nervuras foliares. No entanto, o acúmulo de Al foi independente de sua disponibilidade nos diferentes tipos de solos e sua concentração foi maior no limbo foliar de ambas as espécies, o que foi confirmado por análises químicas e histoquímicas. Concluímos que Ca e Al não parecem competir em espécies acumuladoras de Al e o padrão da distribuição e alocação de Al nas folhas merece novos estudos.