Ginástica para todos da escola : pressupostos teóricos freirianos para caminhos de insurgência
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/295428 https://orcid.org/0009-0009-7469-079X |
Resumo: | O cenário de pós-pandemia da Sars Covid 19 evidenciou tanto a situação de vulnerabilidade social que as periferias de nosso país vivem quanto os ataques declarados à educação pública através das políticas neoliberais que reforçam a educação bancária combatida por Paulo Freire. Nas aulas de Educação Física, identificamos o afastamento de adolescentes das vivências, inúmeras situações de agressividade e muita dificuldade em desenvolver momentos dialógicos. Esse contexto limite tornou-se o problema da pesquisa desenvolvida no âmbito do programa de mestrado profissional em educação física em rede nacional. O objetivo geral foi compreender a dimensão educativa de uma práxis pedagógica envolvendo a ginástica para todos e a educação libertadora proposta por Paulo Freire. Essa pesquisa qualitativa foi fundamentada na pesquisa-ação pedagógica e crítica. Participaram da pesquisa 65 estudantes de 3 turmas de 9°s anos de uma escola municipal da cidade de São Paulo. O levantamento de dados foi realizado por meio de registro em diário de bordo, imagens em fotos e vídeos, transcrição de áudios e relatos críticos. Por meio de um trabalho coletivo de autoria (TCA) estudantes vivenciaram processos criativos de construção coreográfica em GPT que expressaram suas inquietações através dos temas geradores: cultura urbana; machismo e a violência contra as mulheres e liberdade de expressão e censura. A rigorosidade metódica da práxis libertadora, seguindo os pressupostos teóricos freirianos orientou o processo educativo, o qual buscou articular temas geradores, GPT e pluralidade cultural por meio de estratégias de ensino que contemplaram leituras de textos, apreciações estéticas de coreografias, dialógicos e vivências gímnicas. Os 10 encontros de duas horas-aula de atividades orientadas e outros 7 direcionados a construção coletiva coreográfica e ensaios, promoveu a realização do evento de culminância, o qual evidenciou a autonomia, o protagonismo e a rebeldia discente nas apresentações que tomaram de emoção, reflexão e inquietação as pessoas presentes. A análise dos dados, elaborada por meio da triangulação, fez emergiu três categorias: do medo à rebeldia; a GPT da escola – o processo criativo coletivo como caminho de insurgência e a inspiração sobre ser docente. As três categorias foram discutidas tomando por base o referencial teórico dos pressupostos freirianos e da educação física crítico-libertadora. Ficou evidente o potencial da GPT com sentido pedagógico, a GPT da escola, de narrar tensões e desassossegos, bem como, de catalisar a transição da consciência ingênua em que se encontram os corpos oprimidos à consciência crítica, que culmina em corpos conscientes. A práxis pedagógica possibilitou a aproximação de estudantes e equipe escolar que pode, então, reconhecer aquele grupo de adolescentes como detentores e produtores de conhecimento, valorizando a centralidade da educação no protagonismo juvenil, como sempre desejou Paulo Freire. |