Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Silva, Izabella Alvarenga [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/152705
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Resumo: |
Trabalhar com questões éticas e morais na escola ainda é um desafio para os profissionais da área da Educação. A dificuldade para lidar com a indisciplina, conflitos e postura desafiadora dos alunos faz com que a escola, nos dias atuais, não favoreça o desenvolvimento da autonomia moral dos estudantes, em uma perspectiva piagetiana. Professores e gestores, figuras fundamentais no contexto educacional, reafirmam a importância da formação que recebem, inicial e continuada, para superar as dificuldades vivenciadas cotidianamente em relação ao trabalho com as regras, punições e até mesmo à própria função da escola. A teoria do desenvolvimento moral de Piaget, adotada como referencial teórico deste trabalho, lança luzes sobre estas questões. Entendemos que formação continuada de professores é um tipo de intervenção que provoca mudanças nos conhecimentos, na compreensão e nas atitudes destes profissionais. Nesse sentido, nosso objetivo é apresentar os resultados de uma formação continuada que foi certificada pela Unesp, realizada com professores na escola onde trabalham e cujo tema foi o desenvolvimento moral na perspectiva piagetiana. A pesquisa que apresentamos é de abordagem qualitativa, de natureza aplicada e tem caráter descritivo. Os dados apresentados são oriundos deste processo formativo realizado com 24 professores que foi iniciado em abril de 2015 e concluído em maio de 2016. Os instrumentos utilizados foram questionários, observações e entrevistas. O tratamento dos dados foi feito por meio da análise de conteúdo. Como resultados, encontramos relações interpessoais conflituosas dos professores com os alunos e suas famílias, e culpabilização destas em relação à problemas cotidianos vivenciados na instituição, como não cumprimento das regras, indisciplina e desinteresse dos alunos. A formação trabalhou com estes temas e após seu encerramento foi possível identificar algumas mudanças sutis nos discursos dos participantes. De forma geral, o processo formativo foi bem avaliado pelos participantes. Conclui-se que investigações realizadas dentro das escolas, que dão voz aos sujeitos que compõem esta instituição, especialmente o corpo docente, são necessárias para melhor compreensão de como pensam e consideram o trabalho com a educação moral nos dias de hoje. |