Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Silva, Juliana Feiman Sapiertein |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/251371
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Resumo: |
Introdução: O sistema de transplantes do Estado de São Paulo possibilita uma amostra valiosa da realidade do sistema do Brasil. Apesar dos critérios de alocação de doadores previamente estabelecidos, prever o tempo de espera ainda é um grande desafio. Poucos trabalhos estudam o tempo em lista com doador falecido e acredita-se que a elaboração de um modelo preditivo possa contribuir para o melhor direcionamento dos pacientes que aguardam transplante. Os objetivos deste estudo são: criar um modelo preditivo do tempo de espera em lista para transplante renal com doador falecido no Estado de São Paulo e determinar os fatores preditivos para o tempo de espera em lista para o transplante renal. Métodos: Estudo retrospectivo de uma base de dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo/Brasil referente a todos os pacientes listados para transplante no período de janeiro de 2000 a Dezembro de 2017. As variáveis estudadas foram: idade, sexo, raça, doença de base, regional de referência, tempo de diálise, grupo sanguíneo do sistema ABO, painel classe I, HLA-A, HLA-B, HLA-DR, número de transfusões sanguíneas e de gestações e transplantes prévios. Para a análise dos dados foram separados de forma aleatória em dois grupos: 75% para treino e 25% de teste para a validação do modelo obtido. Foi construída uma regressão de Cox tendo como desfecho o transplante. Foram realizadas análises de sensibilidade para as diferentes regionais e análise de regressão com desfecho competitivo. Resultados: Foram analisados 54.055 registros compreendendo um período de 17 anos sendo que aproximadamente 1/3 dos pacientes foram transplantados (n=13.694) neste período. A probabilidade de transplante foi maior nos primeiros 50 meses. Os três principais fatores que reduziram a chance de transplante foram: Painel > 80%: 0.200.230.26, pertencer a regional FMUSP: 0.460.490.52 e o tipo sanguíneo O: 0.640.660.69. Os três fatores que se associaram a maior chance de transplante foram: idade < 18 anos: 4.905.295.71, presença de sorologia positiva para anti-HBc: 1.882.152.45 e o tipo sanguíneo AB: 1.121.241.36. Obteve-se um modelo preditivo que foi capaz de predizer o tempo de espera em lista com ótima concordância em validação interna (c-index = 0.70). Conclusão: O sistema de alocação foi efetivo em priorizar os receptores menores de 18 anos e os pacientes com maior compatibilidade no sistema HLA. Identificamos grupos de pacientes com reduzidas chances de transplante como os sensibilizados, do grupo sanguíneo O, os pacientes com homozigose no sistema HLA e nos centros com maior número de pacientes inscritos em lista. Diferenças regionais foram encontradas favorecendo os centros com menor número de pacientes inscritos. Foi elaborado um modelo predito que pode ajudar na previsibilidade do transplante. |