Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Polizeli, Caroline |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/243034
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Resumo: |
O conceito de Contratransferência, primordialmente entendido como um entrave ao processo analítico, passou por reformulações importantes ao longo da história da Psicanálise, de modo a alcançar, na contemporaneidade, uma prioridade no processo analítico. Tal transformação foi fomentada, em especial, pela necessidade de ferramentas clínicas que possibilitassem o atendimento a pacientes fora do campo da neurose, cuja sintomatologia carecia de ferramentas técnicas para além da Associação Livre. Ao ter em vista a necessidade de ampliação técnica, a sonda teórica também se expandiu, contando com a leitura de autores de diversos lugares do mundo. Por isso, o nosso objetivo, no presente trabalho, foi compreender algumas das transformações do conceito de Contratransferência por meio da interlocução com o mecanismo de Identificação Projetiva, desenvolvido por autores pós-kleinianos, como uma forma de comunicação inconsciente. Pudemos observar que, desde Freud, há uma preocupação ascendente com a relação analítica e a possibilidade da comunicação para além das palavras, o que parece ganhar contornos metapsicológicos, a partir da releitura do conceito de Identificação Projetiva não apenas como uma fantasia de intrusão, mas também como uma possibilidade de comunicação inconsciente vivida entre a dupla. Assim, o fenômeno da Contratransferência, com os germes de uma comunicação inconsciente na análise, é complexado dentro desse contexto e ganha proporções cada vez maiores, chegando à radicalidade do Enactment, de Cassorla, e do Terceiro Analítico, de Thomas Ogden. Para abordar tais desdobramentos, utilizamo-nos da metodologia bibliográfica sob um referencial historiográfico. |